Professores em greve se uniram a grupo que protestava contra
a Copa.
Manifestações que se uniram no Centro do Rio de Janeiro na
quinta-feira (15) reuniram cerca de 1,3 mil pessoas, de acordo com avaliação da
Polícia Militar. Durante cerca de três horas, manifestantes fecharam pistas da
Avenida Presidente Vargas, uma das principais do Centro, atrapalhando o
trânsito. No fim, segundo a PM, uma pessoa foi detida portando um estilingue,
uma bola de gude e uma máscara.
Cerca de 800 professores, que em assembleia na Tijuca, na
Zona Norte, decidiram permanecer em greve, caminharam até o Centro, onde havia
outras duas manifestações. Uma de rodoviários e outra contra a Copa do Mundo no
Brasil, devido aos altos gastos.
Os rodoviários se reuniram na Candelária para discutir sobre
uma possível nova paralisação. A decisão foi adiada para terça-feira (20), em
nova assembleia, e eles seguiram pela Avenida Presidente Vargas rumo à Central.
Ao chegarem, optaram por dispersar. Segundo Hélio Teodoro, um dos
representantes dos grevistas, eles não quiseram misturar os dois atos por medo
que houvesse violência e movimento dos rodoviários tivesse a imagem afetada.
Em meio ao grupo de ativistas contra a Copa, havia muitos
mascarados, e todos seguiram para a sede da Prefeitura, na Cidade Nova, junto
com os professores. Entre os manifestantes havia bandeiras de partidos
políticos e de movimentos estudantis.
Por volta das 20h, a manifestação pacífica se dispersou e um
pequeno grupo de ativistas resolveu voltar à Central. Imagens do Globocop
mostraram atos de vandalismo isolados. Houve tentativa de quebrar postes e
cones da CET-Rio foram destruídos. Pelo menos um dos cones foi lançado no canal
que divide as pistas da Presidente Vargas, na altura do prédio da Cedae.
Com a aproximação de policiais militares, houve correria.
Ativistas tentaram fechar o trânsito e correram entre os carros. Muitos foram
revistados. Na frente da Central do Brasil, a polícia chegou a usar spray de
pimenta para dispersar um princípio de confusão.
Policiais Militares de vários batalhões atuaram no controle
do trânsito e do protesto. Estiveram presentes o Batalhão de Polícia de Choque
(BPChq) e do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos (BPGE).
Trânsito ruim
Durante os protestos, motoristas que saíam do Centro ou da
Zona Norte em direção à Zona Sul encontraram o tráfego travado em várias áreas
da cidade. A Estação Carioca do Metrô chegou a ter o acesso da Avenida Chile
fechado, segundo informações da concessionária. Na Presidente Vargas, carros e
ônibus chegaram a trafegar pela contramão para escapar dos bloqueios dos
manifestantes.

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