Paralisação é por tempo indeterminado, conforme anúncio do
sindicato.
Começou nesta segunda-feira (12) a greve por tempo
indeterminado anunciada pelos professores das redes municipal e estadual de
ensino do Rio. A categoria cobra melhoria salarial e cumprimento dos acordos
firmados no ano passado após a paralisação de 70 dias da categoria. Conforme
mostrou o Bom Dia Rio, algumas escolas receberam os alunos pela manhã, mas não
se sabia quantos professores compareceram para trabalhar.
Os profissionais da educação mantêm uma pauta unificada de
reivindicações. Plano de carreira unificado, 20% de reajuste salarial, um terço
de tempo para o planejamento de aulas, mais concursos públicos e diminuição da
carga horária para 30 horas para os funcionários administrativos estão entre as
principais exigências da categoria.
Além disso, segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais
de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), tanto a prefeitura quanto o governo do
estado não cumpriram o acordo que deu fim à greve de 70 dias ocorrida em 2013 e
os professores exigem que as medidas sejam honradas.
Professores da rede pública do Rio decidem entrar em greve
de novo (Foto: Gabriel Barreira/G1)
A Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) disse que as
reivindicações não podem ser as mesmas para estado e município. A Secretaria
Municipal de Educação declarou que seguiu rigorosamente o acordo firmado com os
professores no ano passado.
Na sexta-feira (9), um dia após a assembleia que levou os
professores a se decidirem pela greve, o ministro do Supremo Tribunal Federal,
Luiz Fux, marcou uma audiência para a terça-feira (13), em Brasília, para
tratar da greve, e pediu ao Sepe que não paralise as escolas antes da
audiência.
Rede Estadual
A Secretaria estadual de Educação (Seeduc) afirmou que a
proposta de reajuste do governo é de 8% e ainda depende de votação na
Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Quanto à demanda de equiparação salarial dos professores, a
Seeduc informou que a rede estadual do Rio paga, atualmente, R$ 16,90 pela
hora-aula. Valor maior do que a hora-aula em São Paulo (R$ 15,80), no Espírito
Santo (R$ 9,80) e em Minas Gerais (R$ 11,80).
A secretaria informou que os novos servidores têm ainda
auxílio-transporte (entre R$ 63 a R$ 120/mês), auxílio-qualificação (bônus
anual de R$ 500), auxílio-alimentação (R$ 160 mensais) e auxílio-formação para
professores regentes de turma em parceria
consórcio Cederj (R$ 300 mensais).

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