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| Obras do Centro de Visitantes do Parque Jurubatiba devem ser concluídas até junho. |
Falta
pouco para a conclusão da obra do Centro de Visitantes do Parque Nacional da
Restinga de Jurubatiba. O projeto é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta
(TAC) entre o MPF, ICMbio, NUPEM, Transpetro e a Petrobras - assinado em 29 de
junho de 2011 e está sendo executado na Unidade de Conservação na área
pertencente ao município de Macaé, no bairro Lagomar. De acordo com o ICMbio, a
previsão é de que a obra seja entregue em junho.
Trata-se
de uma obra prevista para o parque desde a época da elaboração do Plano de
Manejo (documento técnico que estabelece o que pode ou não ser realizado em um
Parque Nacional, e que foi elaborado por pesquisadores da UFRJ, em conjunto com
o Instituto Chico Mendes, Prefeituras de Macaé, Carapebus e Quissamã, e outras
instituições parceiras) da unidade.
O novo espaço está sendo construído no acesso ao Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba pela localidade de Cabiúnas, no município de Macaé/RJ. A estrutura vai contar com área administrativa, auditório para 70 pessoas, lanchonetes, loja de souvenir, hall de exposições, guarita de vigilância, vestiários, sala para brigadistas e guarda ambiental, garagem para os carros e barcos da unidade, Torre de observação de incêndios, ciclovia, estacionamento, quiosques e ambulatório.
E
a ideia é que o Centro de Visitantes cumpra três missões importantes: a) maior
conforto e segurança para os visitantes; b) menor impacto da visitação sobre o
ecossistema (serão construídos banheiros com coleta e transporte do esgoto para
uma estação de tratamento adequada o que evitará contaminação do corpo hídrico,
um estacionamento construído na entrada da unidade permitirá ao visitante
deixar seu veículo com segurança evitando a entrada de muitos veículos no
interior do parque nacional, será realizado um controle maior para impedir a
entrada de animais domésticos, etc), e c) e servirá como base para educação
ambiental, tornando-se um polo difusor da importância da conservação do meio
ambiente e das unidades de conservação.
Na última terça-feira, 29, a Unidade de Conservação completou 16 anos. Ao longo dessa mais de uma década de criação o Parque alcançou diversas conquistas, e segundo Marcos César dos Santos, ainda existem desafios a serem vencidos.
Principais
conquistas do Parque Jurubatiba ao longo de 16 anos
Profissionais do ICMbio apontam as principais conquistas da unidade desde a sua criação em 1998.
A preservação da área do Parque que possui 4.860 hectares (a área correspondente a quase 15 mil campos de futebol), com 44 km de praias e 18 lagoas de incalculável importância ecológica é apontada pelo subchefe do Parque, Marcos César dos Santos como uma das importantes conquistas. Segundo ele, antes da criação do parque diversos projetos ameaçavam degradar a área, tanto pela criação de loteamentos irregulares, quanto pelo desmatamento da restinga para implantação de coqueirais, seja para a criação de gado, dentre outras ameaças.
"A criação do parque fez com que o IBAMA e posteriormente o Instituto Chico Mendes fiscalizassem a área e impedissem a sua degradação, então hoje o que se constata é que o parque encontra-se sem nenhuma invasão e desmatamento, fato que merece grande comemoração, pois o que se vê em outras áreas de restinga é que estão constantemente ameaçadas", observa.
Também
estão inclusas nessa relação, o termo de ajustamento de conduta com os
pescadores. Dessa forma, apesar da pesca não ser permitida em Parques
nacionais, o ICMbio em parceria com MPF assinou um acordo e permitiu a pesca na
Lagoa de Carapebus por 30 pescadores tradicionais que dependiam do trabalho
para a sobrevivência.
"Temos também o pagamento de terras privadas, a recuperação de áreas degradadas, a previsão de duas novas estruturas: a torre de observação do Parque em Quissamã e a base náutica na Praia de Carapebus, além ainda de ações de prevenção e combate a incêndios florestais que contribuem para minimizar os danos causados por incêndios na área protegida, a criação e capacitação de um conselho consecutivo que tem tido papel fundamental na gestão da unidade e ações de educação ambiental, onde grande parte das escolas de Macaé, Carapebus e Quissamã conheceram e continuam conhecendo o Parque através de ações de visitação, onde os estudantes podem aprender um pouco mais sobre a restinga", pontua Marcos.
Principais
desafios
Subchefe destaca os principais desafios do Parque:
· Manter a área protegida;
·
Ampliar a visitação e melhorar a experiência do visitante no parque;
·
Ampliar a infraestrutura disponível;
·
Aumentar o número de servidores lotados na unidade
·
Trabalhar em conjunto com as secretarias de Educação para ampliar os trabalhos
de educação ambiental a serem desenvolvidos na área
·
Continuar com os pagamentos das propriedades privadas existentes na área do
parque
·
Contribuir para o desenvolvimento sustentável da região próxima ao parque,
incentivando a prática de ações ecologicamente corretas e para que o turismo
seja uma importante opção de renda para os moradores do entorno.
Jurubatiba
é o segundo Parque a autorizar a pesca em lagoas
A
Unidade de conservação é considerada o segundo Parque de Restinga a atualizar
pesca em Lagoas. Um Termo de Ajustamento de Conduta entre o ICMbio, MPF e
profissionais que exercem o oficio foi assinado em 17 de novembro de 2010. Com
a assinatura os pescadores receberam a licença para realizar o ofício na parte
da Lagoa de Carapebus pertencente à Unidade de Conservação Ambiental do Parque
Nacional da Restinga de Jurubatiba. E essa ação permite ao Parque ser a segunda
Unidade de Conservação do Brasil a autorizar a pesca em lagoas.
Na
época, participaram do evento representantes do MPF, do Parque, da secretaria
de Municipal de Ambiente de Carapebus e Associação de pescadores.
A
ação teve como principal objetivo permitir a pesca na Unidade aos profissionais
que têm a mesma como a principal fonte de renda. O Parque foi criado em
1998 e desde então a pesca - que era fonte de renda para muitas pessoas -
passou a ser proibida nas suas intermediações. Essa proibição se deu por meio
de um plano de manejo que visava a necessidade de controle da atividade em toda
área da Unidade.
A
seleção dos pescadores foi feita de acordo com três critérios: renda toda
derivada da pesca, pequeno comércio + pesca e renda fixa. No inicio 17 pessoas
foram contempladas. Atualmente já são 30 contemplados.
Fonte:
Juliane Reis/O Debate

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