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| (Foto: Blog Repórter Eduander Silva) |
Aluna
desconfiou de exame médico e entrou com denúncia na delegacia.
Suposto atendimento como médico ortomolecular era feito na academia.
Um
homem suspeito de atuar como falso médico e como falso professor de Educação
Física foi preso em flagrante na manhã de ontem, quinta-feira (10), em Cabo Frio. Segundo
a polícia, Carlos Henrique Serqueira Alves, de 45 anos, foi denunciado por uma
aluna da academia Bioforma, onde ele trabalhava. A aluna desconfiou de um exame
médico feito por ele e entrou com denúncia na delegacia.
De
acordo com as investigações, Carlos Henrique atuava como professor de pilates e
abordava os alunos da academia ao fazer a avaliação física necessária para o
início das atividades físicas. Testemunhas disseram que ele se apresentava como
médico ortomolecular, oferecendo consultas e exames no próprio local. A mulher
que fez a denúncia chegou a fazer uma consulta médica como ele, pela qual pagou
R$ 250. Na consulta, ele pediu um exame de mineralogia, que mostra taxas de
sais minerais no corpo, e que custou R$ 1 mil. Com o resultado do exame, ele
ainda receitou tratamentos e remédios.
"Ele
disse que tinha convênio com um laboratório de São Paulo e me aconselhou a
fazer o exame. Eu comecei a desconfiar porque o exame demorou três meses para
chegar, e, quando chegou, estava sem nenhum carimbo e com erros de português.
Então, eu entrei em contato com o laboratório e eles me disseram que o exame
era falso", contou a vítima, que é advogada e preferiu não se identificar.
O
advogado da academia Bioforma, Flávio Gomes Coelho, e que também está
acompanhando o caso de Carlos Henrique, disse que a academia considerou regular
a situação dele como profissional de educação física, mas que a empresa
desconhecia a suposta atuação dele como médico no local. No entanto, de acordo
com a polícia, Carlos ainda não apresentou as documentações que confirmem o
registro dele junto ao Conselho Regional de Educação Física (CREF - RJ).
A polícia informou, ainda, que ele não tem registro no Conselho Regional de
Medicina (CRM - RJ).
O
advogado disse ainda que Carlos Henrique alegou que a ação da polícia teria
sido arbitrária, por ter entrado na casa do suspeito sem ter um mandado de
busca e apreensão. Já os policiais disseram que ele permitiu a entrada.
Carlos
Henrique está preso na 126ª DP (Cabo Frio). Segundo a polícia, se as denúncias
forem comprovadas ele poderá responder por exercício ilegal da profissão e
estelionato.
Fonte: G1 Região dos Lagos

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