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| Tropas federais atuam na ocupação do Complexo do Alemão (Foto: Sergio Moraes/Reuters) |
Lei que
garante ordem deve ser empregada de forma episódica, diz Defesa.
Primeiro pedido de GLO de Cabral foi para atuação no Pan-Americano.
Primeiro pedido de GLO de Cabral foi para atuação no Pan-Americano.
Para formalizar a autorização da presidente Dilma Rousseff ao envio de tropas federais para atuar no Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio, é preciso a publicação, no Diário Oficial da União, da Garantia da Lei da Ordem (GLO). Trata-se de uma operação militar conduzida pelas Forças Armadas. De acordo com o Ministério da Defesa, deve ser realizada de forma episódica, em área previamente estabelecida e por tempo limitado, com o objetivo de preservar a ordem pública.
Desde 2007, ano do primeiro mandato de Sérgio Cabral como
governador, está será a 6ª vez que o estado recebe este apoio militar.
A
GLO já foi empregada em eventos internacionais, esportivos e na ocupação de
favelas. De julho a agosto de 2007, as forças armadas atuaram durante a
realização dos Jogos Panamericanos do Rio. Entre junho e julho de 2012, voltou
a ser solicitada para dar apoio à Conferência das Nações Unidas (Rio+20). No
ano passado, quando o Papa Francisco esteve no Rio durante a Jornada Mundial da
Juventude, houve novo apoio. Durante o processo de ocupação e instalação de uma
Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo do Alemão e da Penha, as
forças de segurança permanceram entre novembro de 2010 e julho de 2011.
O último
evento em que a GLO foi solicitada pela presidência foi para a segurança do
Leilão de Libra, em outubro de 2013, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Por causa
das manifestações, o governo do estado solicitou o Exército para fazer a
segurança do leilão do pré-sal.
A garantia
da lei é pedida para atender a uma situação de indisponibilidade, insuficiência
ou inexistência dos órgãos de segurança pública. No início de fevereiro, o
Ministério da Defesa publicou, no Diário Oficial da União, portaria que aprovou
uma versão revisada do Manual de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para dar
maior clareza às regras dirigidas aos participantes da operação.
Segundo a
Defesa, a redação do manual de GLO levou em consideração as experiências
adquiridas nos últimos anos nessas operações, entre elas, as ocorridas na
conferência ambiental Rio+20 e no Complexo do Alemão. A adoção de GLO foi
normatizada pela Lei Complementar nº 97/99 e regulamentada pelo Decreto nº
3.897/2001.
A decisão
de ocupar o Conjunto de Favelas da Maré aconteceu após uma série de ataques a
Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na noite de quinta-feira (20). Formada
por 16 comunidades, a Maré está localizada em um ponto estratégico da cidade:
próximo ao Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, na Ilha do Governador,
e às duas mais importantes vias expressas da cidade, Linha Vermelha e
Avenida Brasil.
Fonte: G1
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