3/19/2014

Médico de UPA de Iguaba Grande é preso suspeito de estuprar pacientes

José Martins, de 54 anos, é acusado de estuprar
pacientes na UPA de Iguaba Grande.
José Martins, 54 anos, era médico plantonista da UPA de Iguaba Grande.
Três jovens, com idades entre 23 e 25 anos, acusam o médico de estupro.

Um médico foi preso suspeito de estuprar pacientes dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A prisão aconteceu na tarde desta terça-feira (18). Segundo a assessoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o clínico geral José Carlos Alberto Martins, de 54 anos, era médico plantonista da UPA. José é acusado de estuprar uma dona de casa de 25 anos no dia 27 de dezembro do ano passado, dentro da unidade, durante atendimento.

O médico é alvo ainda de outros dois inquéritos pelo mesmo crime, ocorridos no dia 5 de janeiro deste ano, também dentro da UPA. Duas jovens, de 23 e 25 anos, acusam o médico pelo mesmo crime. Durante as investigações, a delegada-titular da 129ª Delegacia Legal em Iguaba Grande, Janaína Peregrino, ouviu as vítimas, enfermeiras e atendentes da unidade. A delegada espera que com a divulgação da prisão do médico outras possíveis vítimas procurem a delegacia.

Segundo Janaína Peregrino, o médico José Carlos Martins ainda não constituiu advogado de defesa. O suspeito será levado para o presídio de Bangu nesta quarta-feira (19). 

Vítima conta como foi atendida

Vanessa da Costa Chaves, de 25 anos, foi a primeira mulher que teria sido estuprada pelo médico. Ela contou que chegou com 60% do corpo queimado na unidade de saúde porque tinha passado 'chá de fura figo' para se bronzear. No corredor da UPA, o suspeito ofereceu atendimento para a jovem. 

''Eu estava sem forças, com quase todo o corpo queimado. Ele disse que ia me atender. Me levou para a sala de curativos e tirou a minha roupa porque ele iria passar um óleo no meu corpo. Um guarda que estava com ele deu a sugestão de chamar uma enfermeira para ajudar, mas o médico negou a ajuda'', disse. 

A dona de casa contou ainda que estava quase desmaiando quando sentiu que Carlos Alberto Martins passava o óleo em partes íntimas, que não estavam queimadas, como a vagina, seios e nâdegas da paciente. 

''Eu senti ele passando, não entendia nada porque não tinha queimado essas partes. Queria ajuda, mas estava muito fraca. Depois de ser atendida, meu namorado chegou. Contei o que o médico tinha feito e chamamos a direção. A secretária de Saúde foi até a sala onde estávamos e pediu para eu esquecer o que tinha acontecido, abafar o caso'', desabafou.
A secretária de Saúde de Iguaba Grande, Maria Juraci de Andrade Dutra, disse que em nenhum momento pediu para a vítima esquecer o caso. 

''É completamente inverídico. Nós colocamos uma assistente social e a diretora administrativa para acompanhar a Vanessa. Levamos a denúncia dela até a delegacia e eu disse para ela que era importante denunciar. Nós já abrimos um inquérito interno para investigar o caso'', disse.

''Eu me sinto desmoralizada, me sinto arrasada. Fui pedir socorro e um médico abusou de mim, passou a mão nas minhas partes íntimas. É revoltante'', finalizou Vanessa.


Fonte: G1

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