Em Casimiro de
Abreu, as comunidades agrícolas são formadas por pequenos produtores.
Preocupada com a
saúde do produtor rural, a Secretaria Municipal de Saúde de Casimiro de Abreu,
por meio do Programa de Saúde do Trabalho, deu início a um projeto voltado para
as comunidades agrícolas do município. O projeto “Prevenção da Saúde do Trabalhador
Rural” reúne profissionais das secretarias municipais de Saúde, Agricultura,
Meio Ambiente, Núcleo de Defesa Agropecuária, CREA e a cooperativa Cedro, que
vem discutindo ações de educação e orientação aos produtores.
A proposta, segundo
o coordenador do programa de Saúde do Trabalho, Gilberto Aguiar, surgiu a
partir de notificações que a Vigilância em Saúde detectou em relação às
intoxicações exógenas. “Começamos a investigar esses casos e ligar com o
histórico de trabalho do produtor”, falou Gilberto.
Neste primeiro
momento, a equipe está se reunindo com os produtores para levar informações
sobre a importância do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI's). “O
trabalhador do campo está exposto a vários perigos, como a exposição ao sol, o
contato com defensivos agrícolas, além de acidentes com animais. Por isso o uso
de EPI’s, como máscara com filtro, luva, calça, macacão impermeável, entre
outros é de suma importância”, destacou Gilberto.
O segundo passo
prevê a orientação sobre a forma menos impactante de utilizar o defensivo
agrícola, que provoca danos ao meio ambiente e a saúde de quem planta e consome
os alimentos. Para isso, os profissionais vêm se reunindo para discutir as
ações a serem tomadas. “Os produtores precisam de orientação para aplicar o
defensivo. Os agrotóxicos são nocivos às vidas que compõem os ecossistemas,
inclusive o ser humano. Se usado de forma indiscriminada pode contaminar o
solo, a água e provocar problemas de saúde, como queimaduras, intoxicações,
depressão, entre outras doenças neurológicas”, explicou Gilberto.
A médio e longo
prazo, o projeto visa acabar de vez com o uso do defensivo através do incentivo
a agricultura orgânica e a agrofloresta. Hoje, 70% do alimento que o brasileiro
consome vêm da agricultura familiar. Em Casimiro de Abreu, as comunidades
agrícolas são formadas por pequenos produtores. Eles plantam variadas culturas
que são comercializadas no próprio município. “Os produtores precisam entender
que existem alternativas a agricultura tradicional e temos exemplos no
município de produtores que migraram para um cultivo sem o uso da química e
conseguiram agregar valor a sua produção, além de terem melhorado sua qualidade
de vida”, observou Gilberto.

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