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| No mapa a localização do Parque Nacional Yasuní, considerado o local com mais biodiversidade do planeta. |
A estimativa de lucro é US$ 18 bilhões de dólares, que segundo o presidente serão investidos na área social.
Com 108 votos a favor e 25 contra, a Assembleia Legislativa do Equador
aprovou ontem (3) a exploração de petróleo na região amazônica, dentro do Parque
Nacional Yasuní. Com a decisão, o país poderá iniciar a extração de petróleo,
antes uma área de preservação ambiental, que tem reservas de 920 milhões de
barris. A sessão que liberou a exploração durou dez horas. Do lado de fora da
Assembleia, manifestantes protestaram contra a decisão.
Com
a liberação, o governo de Rafael Correa poderá explorar os blocos 31 e 43 do
Yasuní. A estimativa de lucro é US$ 18 bilhões de dólares, que segundo o
presidente serão investidos na área social. O governo promete usar tecnologia
de ponta para minimizar os efeitos ambientais da extração, bem como
redistribuir recursos econômicos às comunidades indígenas que habitam na região
amazônica do Equador, especialmente os índios das etnias Tagaeri e Taromenai.
Em agosto, Correa anunciou sua intenção de explorar
petróleo no Parque Nacional Yasuní e declarou o “fracasso” do projeto
Yasuní-ITT. Em troca de compensação econômica internacional, o Equador deixaria
de explorar petróleo na região. Correa alegou que não houve contrapartida dos
países que inicialmente haviam se comprometido com o projeto. Segundo o
presidente, isso teria evitado que 407 milhões de toneladas de dióxido de
carbono fossem lançadas na atmosfera.

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