Encontro deu
sequencia às audiências de revisão do Plano Diretor de Rio das Ostras. A
próxima será dia 24
No último dia 3, a Secretaria de Planejamento, Urbanismo e
Habitação promoveu a terceira audiência pública de palestras para revisão do
Plano Diretor de Rio das Ostras. Desta vez, os temas debatidos foram
"Código Tributário" e "Estatuto da Cidade". Já está
agendada a próxima audiência, no dia 24 de outubro, às 14h, na Câmara
Municipal, sobre Sustentabilidade e Mobilidade Urbana.
Os palestrantes foram a auditora fiscal Mônica Bez, que
falou sobre o Código Tributário Nacional, o procurador municipal Daniel Mitidieri
Fernandes de Oliveira, atuante na Procuradoria Especializada de Serviços
Públicos, Urbanismo, Patrimônio e Meio Ambiente, que falou sobre Direito
Tributário e Política Urbana. Fechando as apresentações, a arquiteta e
urbanista Andrea Borde explicou ao público o Estatuto da Cidade e o Plano
Diretor.
Abrindo a cerimônia, o secretário de Planejamento, Urbanismo
e Habitação, Mauricio Pinheiro, informou que o planejamento do Município busca
a emancipação financeira dos royalties de petróleo.
"Temos que planejar meios de conseguir aumentar a
arrecadação municipal com recursos próprios e vamos debater esses caminhos com
a comunidade", disse.
A auditora Mônica Bez explicou dados do Código Tributário
que foi implantado em 1966, bem antes da promulgação da Constituição Federal,
de 1988. "Como o Código foi criado antes da Constituinte, há vários pontos
defasados que vêm sendo adequados com a nova realidade. No entanto, é preciso
ficar claro que, qualquer alteração só pode ser feita por meio de Lei Complementar",
informou.
Além disso, ela apresentou ao público o que o município pode
ou não cobrar de impostos, o que permite isenção e a cobrança que cabe às
esferas Municipal, Estadual e da União.
Sobre a política urbana, em seu pronunciamento, o procurador
Daniel Mitidieri falou sobre as tributações de competência do município, como
nos casos do IPTU, ISS e ITBI e ressaltou a importância do Plano Diretor.
"Acredito que o Plano Diretor para o município possa
ser mais considerado mais importante que a própria Lei Orgânica, que retrata os
princípios e leis existentes na Constituição Brasileira. O Plano Diretor vai
revelar as carências e reais necessidades do próprio município, desenvolvido
por seus governantes com a participação da comunidade".
A arquiteta e urbanista Andrea Borde fez uma análise
das resoluções obtidas nas Conferências das Cidades já realizadas.
Após as palestras, o debate foi aberto às pessoas presentes,
que mandaram perguntas para os palestrantes. As perguntas são feitas por
escrito porque servem de prova documental da participação da comunidade.
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