Recém-inaugurada, creche é interditada pela Defesa Civil em Macaé | Rio das Ostras Jornal

Recém-inaugurada, creche é interditada pela Defesa Civil em Macaé

Com a chuva da última quarta-feira (4), a instituição ficou praticamente alagada.
A Defesa Civil interditou o local por tempo indeterminado.

Com apenas um mês e onze dias de funcionamento, a Escola Municipal de Educação Infantil Professora Cândida Maria da Silva Vieira, no bairro Cajueiros, foi interditada na manhã de ontem, por tempo indeterminado, pela Defesa Civil. Pois com a chuva de quarta-feira, a instituição ficou completamente alagada. Vazamentos eram visíveis por toda parte. Mas as reclamações com relação à unidade de ensino, que conta com aproximadamente 140 alunos com idade entre 2 e 6 anos matriculados, não param por aí.

Obra faz parte das nove unidades que foram deixadas inacabadas pelo governo anterior. A construção com verbas do Orçamento Participativo custou R$ 1.053.612,12 e era para ter sido entregue em março de 2012, porém foi entregue à população em apenas 26 de julho deste ano, em meio às comemorações de aniversário do bicentenário do município.

De acordo com funcionários,os quais preferem não ser identificados, os problemas vão além dos vazamentos visíveis a olho nos telhados da instituição. "Desde que a escola foi inaugurada, enfrentamos uma série de problemas. Na primeira chuva que teve, por exemplo, uma das salas de aula ficou toda alagada. Enviamos vários ofícios para a secretaria de Educação, no entanto, nada foi feito. E hoje o resultado está aí para quem quiser ver. Foi necessário a Defesa Civil interditar. O pior é que não temos data, prazo para seguir com nossas atividades", disse uma das funcionárias.

Na oportunidade, ela lembrou também que a escola não conta com quadro de distribuição de energia elétrica. "A luz é ligada diretamente no poste. Em caso de algum incidente, não haverá como desligar o disjuntor, pois não tem, já que a caixa está vazia", relatou a funcionária. 

E não é só isso. O piso colocado no banheiro não é antiderrapante. Resultado: crianças têm mais facilidade para cair, pois quando molhados, o piso liso fica ainda mais escorregadio. Enquanto o material não é trocado, a escola adquiriu, por meio de verbas arrecadas em festas, alguns tapetes antiderrapantes e colocou no banheiro. "Meu filho estuda aqui e dá medo, porque a gente sabe que o piso que colocaram no banheiro não transmite nenhuma segurança", disse uma mãe que também pediu para não ser identificada.

"A parte elétrica também está afetada. As lâmpadas estão queimadas, pois com o vazamento, a água está caindo também pelas lâmpadas. E tem mais. A escola foi inaugurada com oito turmas, até então havia colchonetes para todos. Porém, depois outras turmas foram formadas e os itens não chegaram. É preciso tirar de uma sala para colocar em outras e as crianças estão dormindo amontoadas", enfatizou outra docente. 

Mesmo com a unidade fechada, os docentes disseram que terão que frequentar a escola para cumprir horário, caso contrário, os dias serão descontados. "Hoje, por exemplo, vamos ficar aqui até nosso horário de saída. Os alunos foram dispensados, mas nós não. Temos que cumprir horários diariamente".

"É uma tristeza as coisas terem chegado a esse ponto. A escola é nova e já passa por essa série de problemas. Eu estou muito triste. Estava tudo prontinho para a culminância do nosso projeto "Pequeno Cientista" para amanhã, os pais já haviam sido convidados, os alunos estavam todos animados, mas agora não fazemos ideia de quando ele será realizado. Preparamos tudo com tanto carinho, mas fazer o quê?", lamentou uma docente. 

Fonte: Juliane Reis/O Debate


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