8/21/2013

Professores em greve fazem manifestação em frente à prefeitura do Rio

De acordo com o Sepe, alguns dos sete pontos pautados e que serão negociados na nova audiência são direitos de origem, pelo qual os funcionários têm um local de trabalho permanente.

Os professores da rede municipal de ensino da capital fluminense, em greve desde o dia 8 deste mês, fizeram uma manifestação ontem, terça (20) em frente a sede administrativa da prefeitura carioca, na Cidade Nova, na região central da cidade. Eles tentavam uma audiência com o prefeito Eduardo Paes para negociar as reivindicações da categoria.

Dez representantes dos professores conseguiram, no entanto, se reunir com o secretário da Casa Civil, Pedro Paulo Teixeira, e com integrantes da Secretaria Municipal de Educação. Segundo o coordenador do Sindicado Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Alex Trentino, a reunião reabriu o processo de negociação.

“A prefeitura disse na reunião que não tem dinheiro para o reajuste e para o plano de carreira ao mesmo tempo. Nós, da categoria, afirmamos que não abriremos mão das reivindicações. Para conseguir alguma conciliação, levantamos sete pontos que não têm impacto financeiro e que serão levadas ao prefeito. Prometeram que será marcada uma nova audiência amanhã [21] e esperamos que dessa vez o prefeito compareça e não esteja em viagem como hoje”, explicou.

De acordo com o Sepe, alguns dos sete pontos pautados e que serão negociados na nova audiência são direitos de origem, pelo qual os funcionários têm um local de trabalho permanente; participação do Sepe no plano de carreira; data-base para o reajuste; regularidade de audiência com a secretária de Educação Claudia Costin, e carteira funcional.

O secretário Pedro Paulo Carvalho Teixeira disse estar pessimista com a possibilidade de um acordo com o sindicato. “Eu acho difícil avançar, por causa do desprezo do Sepe em relação ao Plano de Cargos e Salários apresentado pela prefeitura. Acredito que o plano poderia corrigir distorções e conduzir aumentos significativos aos funcionários, mas se o Sepe não compreende que essa é a pauta prioritária será difícil um acordo. Acredito que esses pontos levantados hoje não vão saciar a vontade da categoria. Deveríamos canalizar nossas energias no plano, que é a principal pauta. Em toda reunião sempre aparece um novo ponto a ser discutido, o que nos faz pensar que há o desejo da greve pela greve”, disse.

Fonte: Agência Brasil


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