A mostra, que vai até domingo (18), tem uma característica inédita: é totalmente organizada por jovens do ensino técnico, com idades entre 15 e 18 anos.
Um dos mais populares nomes do cinema brasileiro, o ator e diretor Amácio
Mazzaropi (1912-1981) tem o seu centenário lembrado desde ontem, quinta (15), na
Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, com a mostra de
sete títulos. A mostra, que vai até domingo (18), tem uma característica
inédita: é totalmente organizada por jovens do ensino técnico, com idades entre
15 e 18 anos.
Alunos
do curso de técnico em eventos, da Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch,
localizada em São Cristóvão, zona norte do Rio, eles se interessaram pela obra
de Mazzaropi, que imortalizou no cinema o personagem Jeca Tatu, criado pelo
escritor Monteiro Lobato como o protótipo do caipira brasileiro. Desprezados
pela intelectualidade e pela crítica cinematográfica da época, os filmes
interpretados e dirigidos por Mazzaropi são hoje reconhecidos pela contribuição
que deram à construção da identidade cultural brasileira.
“A
finalidade é estimular culturalmente os estudantes e fomentar o interesse deles
pelo cinema brasileiro, do mesmo jeito que aconteceu comigo”, diz o curador da
mostra, Lucas Daher. Com 16 anos de idade, ele também é aluno da Escola Adolpho
Bloch, vinculada à Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de
Janeiro (Faetec). A realização da mostra é o trabalho final do curso e os
alunos escolheram Mazzaropi como tema por considerarem que a linguagem cômica
do ator se mantém atual e alcança as novas gerações de artistas e público.
Serão
exibidos no formato original os únicos seis filmes do ator que ainda restam em
película, além de Tapete
Vermelho,
que abrirá a mostra, nesta quinta-feira, às 18h30. Dirigido em 2006 por Luiz
Alberto Pereira, o filme é uma grande homenagem póstuma a Mazzaropi, com os
atores Matheus Nachtergaele e Gorete Milagres.
Além da exibição dos filmes, a programação da mostra inclui dois debates, amanhã (16), às 17h15, e no sábado (17), às 16h45, com atores, diretores e pesquisadores que têm em comum com Mazzaropi a paixão pela arte popular brasileira. O primeiro debate tem como tema Cinema Popular Brasileiro: Origens e Perspectivas e os convidados são Gilberto Santeiro, Luis Alberto Rocha Melo e Luiz Carlos Sant'anna. O segundo encontro – Mazzaropi em Foco: da Relevância Artística e seus Meios de Produção – reunirá Anselmo Vasconcellos, Marcio Libar e Renato Lanna Fernandez.
Além da exibição dos filmes, a programação da mostra inclui dois debates, amanhã (16), às 17h15, e no sábado (17), às 16h45, com atores, diretores e pesquisadores que têm em comum com Mazzaropi a paixão pela arte popular brasileira. O primeiro debate tem como tema Cinema Popular Brasileiro: Origens e Perspectivas e os convidados são Gilberto Santeiro, Luis Alberto Rocha Melo e Luiz Carlos Sant'anna. O segundo encontro – Mazzaropi em Foco: da Relevância Artística e seus Meios de Produção – reunirá Anselmo Vasconcellos, Marcio Libar e Renato Lanna Fernandez.
Os
filmes de Mazzaropi selecionados para a mostra são Sai da Frente (1952) e Candinho (1953), ambos
dirigidos por Abílio Pereira de Almeida; A
Carrocinha (1955),
de Agostinho Martins Pereira; Jeca
Tatu (1959),
de Milton Amaral; O
lamparina (1964),
de Glauco Mirko Laurelli e A
banda das Velhas Virgens (1979), de Pio Zamuner e Amácio Mazzaropi.
As
sessões terão entrada franca e os horários podem ser conferidos no site www.mamrio.com.br.
A Cinemateca do MAM fica na Avenida Infante Dom Henrique, 85, no Parque do
Flamengo.
Fonte: Agência Brasil

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