Caso a decisão seja descumprida, o governo estadual terá de pagar multa diária de R$ 10 mil.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu ontem, quinta-feira (22), liminar
que impede o corte do ponto dos profissionais de educação da rede estadual que
estão em greve. Na decisão, a desembargadora Cláudia Pires dos Santos Ferreira
garante o direito de greve aos servidores nos dias de paralisação, desde que
haja notificação prévia da administração. Caso a decisão seja descumprida, o
governo estadual terá de pagar multa diária de R$ 10 mil.
“Esse
resultado é de fundamental importância uma vez que os governos vêm se
antecipando na avaliação sobre a legalidade da greve e impondo de forma
imediata o corte de ponto. Essa é uma resposta que com certeza vai fortalecer o
movimento”, disse a coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais
de Educação (Sepe), Ivanete Conceição. Para ela, a liminar pode influenciar
também a greve dos profissionais da rede municipal.
Em
nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que recorrerá da decisão
judicial. De acordo com a secretaria, com a greve, 91 mil professores e
funcionários administrativos deixaram de trabalhar e mais de 200 mil alunos
podem ficar sem aulas. "Não obstante a decisão liminar, a secretaria
ratifica a necessidade do registro formal das infrequências [Código 61] pelo
fato de ter que programar a reposição de conteúdo das aulas para os alunos
prejudicados", diz a nota.
Os
profissionais da educação, em greve há 14 dias, reivindicam reajuste salarial
de 28%, dos quais 23% referentes a perdas salariais nos últimos anos e 5% de
valorização profissional. A secretaria alega que já concedeu reajuste de 8%
(aprovado em junho deste ano pela Assembleia Legislativa do Rio). De acordo com
a secretaria, o percentual representa ganho real de 5,8% acima da inflação e do
reajuste do piso nacional do magistério.
De
acordo com a coordenadora-geral do Sepe, o aumento concedido pelo governo é
insuficiente. “Esses 8% não atendem ao que nós reivindicamos, então nós
mantemos na mesa a reivindicação da complementação de 20%. O governo não
ofereceu mais nada além dos 8% e a partir do momento em que o governador
implementou esse reajuste, ele deu esse assunto como encerrado, não se dispõe a
abrir de novo a mesa para discutir a questão do reajuste salarial”, disse.
A
categoria terá uma nova audiência hoje (23), às 14h, com o subsecretário de
Gestão de Pessoas, Luiz Carlos Becker, na sede da secretaria, quando serão
apresentadas as respostas do governo à reivindicações da categoria.
O
Sepe fará uma nova assembleia na próxima terça-feira (27). A concentração será
na Cinelândia, às 12h. De lá, os profissionais deverão seguir em passeata para
as escadarias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj),
onde ocorrerá uma audiência aberta a partir das 14h.
Fonte: Agência Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!