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| (Foto: Gabriel de Paiva) |
“Eles não assinaram o requerimento de instauração da CPI, então eles são contra a CPI. Se são, não tem por que representarem a Câmara Municipal nesta CPI”, disse o vereador Márcio Garcia.
O início dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
dos Ônibus da Câmara Municipal do Rio ainda está indefinido. Ela foi criada
para investigar o contrato de concessão entre a prefeitura e as empresas de
ônibus.
Ontem, terça-feira (13), os vereadores, Eliomar Coelho, Jefferson Moura, Renato Cinco, e Paulo
Pinheiro, do PSOL, além de Teresa Bergher (PSDB), Leonel Brizola Neto (PDT),
Márcio Garcia (PR) e Reimont (PT) se reuniram e decidiram manter o pedido de
renúncia de quatro colegas que não assinaram a instauração da CPI. O apelo para
que eles renunciem às vagas na comissão foi feito no plenário de forma
individual.
Os
vereadores querem também anular a sessão de sexta-feira (9), quando houve a
instalação da CPI e as eleições do vereador Chiquinho Brazão (PMDB) como
presidente e do vereador Professor Uóston (PMDB) para relator. Os dois, e mais
os vereadores Renato Moura (PTC) e Jorginho da SOS (PMDB), integrantes do
colegiado, não assinaram o pedido de criação.
“Eles não assinaram o
requerimento de instauração da CPI, então eles são contra a CPI. Se são, não
tem por que representarem a Câmara Municipal nesta CPI”, disse o vereador
Márcio Garcia.
Os
parlamentares pretendem ainda alterar o Regimento da Câmara para impedir que
vereadores que não participem dos pedidos de criação de uma CPI integrem o
colegiado e para garantir que o parlamentar autor do requerimento de instauração
seja automaticamente eleito presidente. Por isso, segundo o vereador Márcio
Garcia, o colega Eliomar Coelho, autor do pedido de criação da CPI dos Ônibus,
deveria ser eleito presidente.
O
vereador Eliomar Coelho considera que está havendo uma crise na Câmara por
causa do impasse. Ele disse que a convocação para a primeira reunião da CPI,
prevista para hoje, foi suspensa na última segunda (12) em um encontro de 36 vereadores.
“Foi uma reunião em que a gente tornou sem efeito a convocação da reunião de
hoje e para também alargar o tempo para ver se a gente, através da política,
resolve o problema do impasse que ocorre na Câmara dos Vereadores”, explicou.
Eliomar marcou uma nova convocação para esta semana.
Apesar
de admitir que não assinou o requerimento de criação da CPI, o relator,
vereador Professor Uóston, disse que a instalação da comissão foi legal e
seguiu o Regimento Interno da Câmara. Ele informou que não vai renunciar ao
posto e garantiu que os outros integrantes, incluindo o presidente Chiquinho
Brazão, não pensam em se afastar da CPI. “O regimento da Casa determina que os
membros da CPI serão escolhidos de forma majoritária entre partidos ou blocos e
pelo critério da proporcionalidade”, disse.
O
vereador contestou também que o signatário tenha que, obrigatoriamente, assumir
a função de presidente da CPI. “Eu apresentei documentos ao vereador Eliomar
Coelho mostrando que, durante os últimos dez anos, houve 11 comissões na Câmara
de Vereadores do Rio, em que o primeiro signatário nem foi presidente e nem foi
relator”, explicou.
Os
vereadores contrários à instalação da CPI marcaram ainda um encontro nesta
terça-feira com o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro,
Marfan Vieira, para pedir a interferência do Ministério Público na questão.
Ontem (13) também a Câmara fez a primeira sessão desde que o plenário foi ocupado por um
grupo de dez manifestantes na sexta-feira (9). Eles deixaram o plenário e foram
para as galerias depois de uma negociação com alguns vereadores. A sessão, no
entanto, foi encerrada por falta de quórum. Logo depois, os manifestantes, que
pedem alterações na composição da CPI, voltaram a ocupar o plenário.
Fonte: Agência Brasil

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