De acordo com o Decreto nº 8084, o MinC também ainda terá que definir a forma e os procedimentos para que as empresas se cadastrem e obtenham autorização para produzir e comercializar o vale-cultura.
O governo federal publicou ontem, terça-feira (27), o decreto que regulamenta o vale-cultura, mas
ainda não definiu quanto as empresas de cartões benefícios poderão cobrar dos
estabelecimentos e dos empregadores que aderirem ao programa e passarem a
fornecer R$ 50 para que seus funcionários gastem exclusivamente com produtos e
serviços culturais.
Segundo
o Decreto nº 8084, publicado no Diário Oficial da União dessa
terça-feira, os limites da taxa de administração que as empresas operadoras
poderão cobrar devem ser fixados em ato administrativo da ministra da Cultura,
Marta Suplicy.
Procurada
pela Agência Brasil, a
assessoria do Ministério da Cultura (MinC) informou que uma instrução normativa
deve ser publicada até o dia 6 de setembro. Até lá, o MinC promete negociar os
percentuais com as empresas operadoras interessadas. O ministério publicou em
seu site um convite
para que os representantes das companhias de cartões benefícios interessadas
participem, nesta sexta-feira (30), de uma reunião técnica em que serão
detalhados os procedimentos de adesão ao programa.
De
acordo com o Decreto nº 8084, o MinC também ainda terá que definir a forma e os
procedimentos para que as empresas se cadastrem e obtenham autorização para
produzir e comercializar o vale-cultura, bem como os parâmetros e a
periodicidade dos relatórios que deverão apresentar sobre o uso que os beneficiários fazem dos R$ 50.
O
decreto, contudo, estabelece que, para serem autorizadas a produzir e
comercializar o cartão, as empresas de cartões benefícios deverão comprovar que
têm qualificação técnica necessária e receber o aval do MinC. O ministério
garante que não há, até o momento, nenhuma proposta para limitar o número de
empresas autorizadas a oferecer o produto e que todas as inscritas que
cumprirem as exigências serão habilitadas.
Os
R$ 50 concedidos preferencialmente aos trabalhadores que recebem até cinco
salários mínimos deverão ser distribuídos de preferência por meio de um cartão
magnético semelhante aos já existentes para alimentação, compras em
supermercados e postos de combustível. Os créditos disponibilizados não terão
prazo de validade, podendo ser acumulados, mas deverão ser usados
exclusivamente com bens e serviços culturais, em museus, galerias, teatros,
cinemas, shows, livros,
revistas e outros produtos artísticos.
A
expectativa do Ministério da Cultura é que o vale esteja disponível até o fim
do ano, beneficiando até 42 milhões de brasileiros, com a possibilidade de
injetar R$ 25 bilhões no setor. Desde que, ainda em 2007, sob a gestão de
Gilberto Gil, o Ministério da Cultura passou a apoiar o projeto de lei do
ex-deputado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio
Monteiro (PTB-PE), as empresas aguardam o momento de lançar seus próprios
cartões no mercado, disputando a preferência dos empregadores que aderirem ao
programa.
Apenas
dois meses após a sanção do vale-cultura, em dezembro de 2012, e antes mesmo da
regulamentação da lei, a Ticket já anunciava, na internet, o lançamento
do seu Ticket Cultura. Outra empresa de cartões-benefícios, a VR, também
divulga há meses em seu site o lançamento
do VR Cultura, embora lembre que aguarda a regulamentação da Lei 12.761 para
poder oferecê-lo no mercado. A Alelo informou que está “apta a emitir o
Vale-Cultura” tão logo esteja definitivamente instituído.
Fonte: Agência Brasil

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