Além
do esgoto, descarte de óleo de embarcações e lixo comprometem esse recurso
hídrico.
"No
mundo em que vivemos a poluição está presente não só no meio ambiente, mas
também nos corações de seus habitantes". Todo crescimento traz diversos
avanços para a economia local, mas quando não ocorre de maneira sustentável,
ele pode trazer, ao mesmo tempo, muitos impactos negativos. Macaé é uma prova
disso, porque nas últimas décadas sofreu um grande crescimento por conta da
economia do petróleo. Com isso, a favelização e a expansão imobiliária sem
infraestrutura vieram, consequentemente, trazendo problemas ambientais sérios,
como a poluição de suas águas, elemento fundamental para a sobrevivência em
todo o planeta.
Enquanto
muito se discute sobre preservação, um dos recursos hídricos mais importantes
do município pede socorro. A degradação do rio Macaé está cada vez maior e mais
visível aos olhos de quem passa por ele.
Além das manilhas despejando esgoto dia e noite, nesse trecho também é possível
ver sinais de assoreamento. Mesmo com a maré mais baixa, é possível ver no meio
do rio, próximo ao Iate Clube, o fundo das embarcações. Nas margens, essa
situação fica ainda mais evidente. Foi feito o flagrante de um barco
despejando o óleo de embarcação no rio, formando uma enorme mancha na água.
Essa situação chama atenção e aponta a necessidade de que o Ecoponto de óleo de
embarcações seja reativado.
Esse
trecho próximo à ponte é considerado um dos mais críticos. O rio Macaé corta
boa parte da cidade, desembocando na Praia da Barra, que é atualmente
considerada uma das mais poluídas da cidade. De acordo com dados do Instituto
Estadual do Ambiente (Inea), essa praia teve seus índices de balneabilidade
reprovados desde janeiro de 2012.
Muitos moradores das comunidades do entorno também tomam banho nessas águas, situação que é preocupante. O contato com essa água também representa um risco enorme para a saúde da população. A poluição das águas é um dos fatores que mais causam doenças no país. Quanto mais se joga esgoto, maiores são os casos de hepatite, doenças de pele, diarreia, entre outros problemas de saúde.
A
prefeitura tem como prioridade solucionar o problema da falta de saneamento
básico em todo o município até o ano de 2016. Mas no caso do rio Macaé, e de
outros recursos hídricos, tratar o esgoto é apenas um dos fatores fundamentais.
Também é preciso fazer um forte trabalho de educação ambiental para evitar que
a população jogue lixo nas margens, evitar a ocupação próximo aos rios,
reativar o Ecoponto e incentivar os pescadores a terem maior conscientização
ambiental, entre outras medidas.
Fonte:
Marianna Fontes/O Debate

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