8/29/2013

Flagrantes de degradação ambiental apontam a situação crítica do rio Macaé

Além do esgoto, descarte de óleo de embarcações e lixo comprometem esse recurso hídrico.

"No mundo em que vivemos a poluição está presente não só no meio ambiente, mas também nos corações de seus habitantes". Todo crescimento traz diversos avanços para a economia local, mas quando não ocorre de maneira sustentável, ele pode trazer, ao mesmo tempo, muitos impactos negativos. Macaé é uma prova disso, porque nas últimas décadas sofreu um grande crescimento por conta da economia do petróleo. Com isso, a favelização e a expansão imobiliária sem infraestrutura vieram, consequentemente, trazendo problemas ambientais sérios, como a poluição de suas águas, elemento fundamental para a sobrevivência em todo o planeta. 

Enquanto muito se discute sobre preservação, um dos recursos hídricos mais importantes do município pede socorro. A degradação do rio Macaé está cada vez maior e mais visível aos olhos de quem passa por ele.

Além das manilhas despejando esgoto dia e noite, nesse trecho também é possível ver sinais de assoreamento. Mesmo com a maré mais baixa, é possível ver no meio do rio, próximo ao Iate Clube, o fundo das embarcações. Nas margens, essa situação fica ainda mais evidente. Foi feito o flagrante de um barco despejando o óleo de embarcação no rio, formando uma enorme mancha na água. Essa situação chama atenção e aponta a necessidade de que o Ecoponto de óleo de embarcações seja reativado. 

Esse trecho próximo à ponte é considerado um dos mais críticos. O rio Macaé corta boa parte da cidade, desembocando na Praia da Barra, que é atualmente considerada uma das mais poluídas da cidade. De acordo com dados do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), essa praia teve seus índices de balneabilidade reprovados desde janeiro de 2012.

Muitos moradores das comunidades do entorno também tomam banho nessas águas, situação que é preocupante. O contato com essa água também representa um risco enorme para a saúde da população. A poluição das águas é um dos fatores que mais causam doenças no país. Quanto mais se joga esgoto, maiores são os casos de hepatite, doenças de pele, diarreia, entre outros problemas de saúde.

A prefeitura tem como prioridade solucionar o problema da falta de saneamento básico em todo o município até o ano de 2016. Mas no caso do rio Macaé, e de outros recursos hídricos, tratar o esgoto é apenas um dos fatores fundamentais. Também é preciso fazer um forte trabalho de educação ambiental para evitar que a população jogue lixo nas margens, evitar a ocupação próximo aos rios, reativar o Ecoponto e incentivar os pescadores a terem maior conscientização ambiental, entre outras medidas. 

Fonte: Marianna Fontes/O Debate

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