8/16/2013

Editorial do Rio das Ostras Jornal

Saúde ao “Mas Médicos”.

A saúde está em debate no Brasil, principalmente quando tratamos dos médicos que se formam e só querem trabalhar nos grandes centros urbanos com uma renda adequada ao seu gosto financeiro, descartando assim as pequenas cidades do interior, esquecidas pelo governo estadual e federal.  Isso sem contar a grande gama de médicos “mercenários” que se formam só visando os altos salários. Neste caso o juramento de Hipócrates é jogado no lixo.

Médicos estrangeiros chegam este mês ao Brasil. São mais de 300 e terão aulas de saúde pública brasileira e português.  Depois de avaliados, vão receber registro profissional provisório porque serão dispensados do exame Revalida. Eles começam a trabalhar no Brasil até o fim de setembro. Já a adesão ,por parte dos brasileiros ao programa “Mais Médicos”, foi baixa. Apenas 10% das vagas foram preenchidas. Entre os estrangeiros, a maior parte vem da Argentina, da Espanha e de Cuba. Ou seja, falam espanhol. Essa é a realidade da saúde em nosso brasil.

Em Rio das Ostras o debate sobre a saúde continua: na Câmara de Vereadores os edis estão soltando o “sarrafo”, mas as opiniões convergem quanto à falta de médicos na cidade e o péssimo atendimento no pronto socorro, hospital e algumas unidades. Isso de acordo com os vereadores, que na volta das férias, denunciaram o descaso da Secretaria de saúde, que tem sido alvo de reclamações constantemente. Sobre o que mais se falam é da falta de um atendimento adequado, casos de omissão de socorro e até negligência nos atendimentos e procedimentos médicos.

O problema da saúde em nosso município não é de agora: os salários são baixos, o atendimento por parte dos profissionais são questionadas, as marcações de consultas e exames são demorados, leitos estão em falta, entre outras coisas. Evidentemente a realidade hoje é que temos um novo governo e ajustes estão sendo realizados, no entanto muitos velhos problemas continuam persistindo. Será que o corporativismo médico é tão forte assim em nossa cidade que não podemos estipular um salario básico decente para estes profissionais?

Eu, um simples mortal, acredito que o salário dos médicos está em uma espécie de “leilão”, no qual os profissionais vão embora de acordo com a oferta e a demanda, algo parecido com uma disputa direta e publica, um leilão onde o município ainda não colocou o preço real do mercado. Os baixos salários induzem a saída para outros municípios. O salário adequado de um médico varia entre R$9 mil e R$12 mil..  Em Rio das Ostras um médico recebe R$2.700,00 de salário mensal. Será que esse valor dá para preservar os que já temos ou chamar atenção daqueles que estejam interessados?

A pergunta é da população, dos vereadores e minha: o que é que está acontecendo com a nossa saúde numa cidade rica? Onde o orçamento passa dos 90 milhões de reais sem contar com as suplementações pedidas à Câmara. Quem pode dar essa resposta só pode ser a secretária da pasta. Já está marcada uma reunião com a mesma para o dia 21, uma quarta-feira, às 13h, mas com um pequeno detalhe: a reunião será só com os vereadores.
Rio das Ostras não tem um número de médicos para atender todas as áreas do nosso município. Mas para resolver o problema devemos usar todas as estratégias legais para que a saúde entre nos eixos, contando inclusive como o “Mais Médicos”.

A saúde não é um negócio, mas há quem a veja assim. Os “mercenários” estão de plantão e a população também, aguardando uma solução.


Vamos que vamos!

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