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Mãe de Isabella diz que foi 'cruel' ver Alexandre Nardoni no julgamento

Ana Carolina Oliveira falou com exclusividade ao G1 no sábado (27). Bancária segurou foto da filha durante depoimento no fórum, em SP.

Quase 18 horas após o julgamento que condenou o casal Nardoni pelo assassinato de Isabella, a mãe da menina, Ana Carolina Oliveira, de 25 anos, afirmou com o semblante cansado ter tido forças para segurar uma foto da filha durante todo o depoimento prestado na segunda-feira (22) no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Carol, como ela é chamada pelos parentes, também disse que foi muito “cruel” e “inacreditável” ver o pai de “Isa”, Alexandre Nardoni, de 31 anos, sentado no banco dos réus ao lado da mulher, Anna Carolina Jatobá, de 26. "A todo momento, eu estava ali por ela [Isabella] e para ela. Pensei demais nela. Eu tinha uma foto na minha mão. A todo momento que me desesperava, eu abria para ela me dar uma força. Eu tinha que falar o que eu sabia a todo momento, o que eu falei desde o começo. Foi uma situação bem difícil para mim", afirmou a bancária no sábado (27) em entrevista exclusiva ao G1 (veja a íntegra no vídeo acima).

"Quando entrei, estava tão nervosa que não tive visão ampla do plenário. Não conseguia olhar para a plateia, não via nada. Na verdade, não foi nem eu que não olhei para eles. Eu vi o rosto do Alexandre. Só parte do rosto dele. A Jatobá eu nem consegui ver. É tão cruel estar ali naquele momento e ver que a pessoa que tinha que zelar pela vida dela não foi a que zelou. É muito cruel. Chega a ser inacreditável", completou a mãe de Isabella, aliviada com a punição ao casal. “A condenação foi uma resposta de que a justica foi feita", disse (veja ao lado reportagem exibida peloFantástico com a entrevista dada por Ana Oliveira ao G1).

Preparação

Começava a anoitecer, mas algumas emissoras de televisão, jornais e revistas mantinham seus carros estacionados em frente ao prédio de Ana Carolina. O G1 teve autorização para entrar pela garagem. Seu irmão, Felipe, orientou o motorista a estacionar na vaga de Carol. Ela apareceu minutos depois: sapatilhas, bermuda jeans, medalhinhas de coração com a imagem da filha e uma camiseta com a foto da menina e a inscrição “Isabella – Para sempre nossa estrelinha”. A bancária recebeu a reportagem no hall do apartamento onde mora atualmente com os pais, na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo. Em 18 minutos de entrevista ela respondeu a todas as perguntas feitas. Além da câmera de vídeo, Carol foi “focada” por irmão e sobrinhos e também pela advogada Cristina Christo, que atuou como assistente da acusação e é amiga da família.

No bate-papo, a mãe de Isabella ainda falou como foram os dois anos de preparação para “enfrentar” o júri, que só teve seu desfecho na madrugada de sábado (27), quando os jurados deram o veredicto: Nardoni e Jatobá foram considerados culpados pelo assassinato de Isabella, em 29 de março de 2008. Na sentença, o juiz Maurício Fossen condenou Nardoni a 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão e Jatobá, a 26 anos e 8 meses.

Fotos

Para a Justiça, a madrasta de Isabella tentou esganar e asfixiar a enteada, e o pai da menina a jogou por um buraco feito na tela de proteção da janela do sexto andar do Edifício London. O casal continua a negar o crime. A vítima teve fraturas. As fotos foram vistas por Carol meses antes do julgamento. Tudo parte da terapia com o psicólogo José Milton Kotzdent. Incomunicável por quatro dias, Carol falou ao G1 do drama de ficar reclusa no Fórum de Santana. Era um quarto com bicama e outras duas camas. A pedido da defesa, ela foi colocada à disposição da Justiça para uma eventual acareação com os réus – o que não ocorreu. Para circular o ar tinha um ventilador, mas o quarto era muito quente. "O quarto em que eu estava era bastante quente. Fui entrando num estado de estresse muito complicado, pois eu não estava mais suportando estar ali dentro incomunicável, sem falar com ninguém."

Algumas vezes, ela ia até a sala da enfermaria do fórum para medir a pressão. Um psiquiatra do fórum diagnosticou “estresse agudo”, e a mãe de Isabella foi dispensada. Durante o período de isolamento, a bancária contou ter lido um livro inteiro, chamado “Aline”. Ao sair, Carol afirmou não ter tido mais condições de assistir ao julgamento no plenário. Rosa e José Oliveira, seus pais, fizeram isso por ela. Após o final da entrevista, o G1 deixou o prédio. Do lado de fora, os jornalistas continuavam a fazer plantão na frente do edifício. Carol havia recebido flores de amigos e vizinhos. Mais cedo, um carro de som havia parado em frente ao prédio e tocou canções para Carol e Isabella.

Dois dias após condenação, morte de Isabella completa dois anos

Cemitério onde ela está enterrada deve receber visitas. Pai e madrasta cumprem penas pelo assassinato.

A morte da menina Isabella completa nesta segunda-feira (29) dois anos, apenas dois dias após o pai dela, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, serem condenados pelo seu assassinato, ocorrido em 29 de março de 2008. Nardoni foi sentenciado a 31 anos, 1 mês e 10 dias; Jatobá, a 26 anos e 8 meses de prisão.

A população deve voltar a fazer homenagens à garota durante o dia. São esperadas visitas no Cemitério Parque dos Pinheiros, no bairro do Jaçanã, na Zona Norte de São Paulo, onde Isabella está enterrada.

Ainda não se sabe se a mãe dela, Ana Carolina Oliveira, irá ao local, devido ao assédio das pessoas. Também não foi divulgada oficialmente a realização de uma missa nesta segunda.

A sentenção de condenação do casal Nardoni foi lida na madrugada do sábado (27) pelo juiz Maurício Fossen. Sete pessoas - três homens e quatro mulheres - foram incumbidas de decidir o futuro do casal. A votação foi interrompida com a contagem em quatro votos favoráveis à condenação para garantir o sigilo da escolha de cada jurado.

Enquanto a leitura da sentença foi feita pelo juiz, Nardoni, de 31 anos, e Anna Jatobá, de 26 anos (coincidentemente o mesmo tempo de sentença dado a cada um dos réus), choraram. Do lado de fora do fórum, quase três minutos de explosões de fogos de artifícios se seguiram. Antes de seguirem para penitenciárias de Tremembé, onde irão cumprir as penas, os dois receberam abraços dos familiares, com a permissão do juiz.

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, soube do resultado do júri por uma mensagem de celular. Ela acompanhou o defescho também pela TV. E agradeceu aos jurados pela condenação pelo viva-voz do telefone. Na casa dos pais, na Vila Maria (Zona Norte), chorou e acenou para pessoas na sacada.

Em entrevista exclusiva ao G1, disse que foi "cruel" ver Nardoni no plenário. E que segurou uma foto da filha durante todo o depoimento para ter "força".

O advogado de defesa Roberto Podval recorreu da decisão logo após o anúncio do veredicto. O casal não terá o direito de aguardar em liberdade.

Logo após o pronunciamento do juiz, o promotor Francisco Cembranelli disse ter total confiança na condenação do casal.

Durante toda a semana passada, a curiosidade do público e a comoção quanto à morte de Isabella contribuíram para que o movimento em frente ao fórum fosse intenso.

Sobe para 37 número de mortos em explosões no metrô de Moscou

Outros 102 ficaram feridos em explosões provocadas por suicidas. Foram atingidas estações Lubyanka e Park Kultury.

Os atentados suicidas provocados por duas mulheres no metrô de Moscou nesta segunda-feira (29) deixaram ao menos 37 mortos e outros 102 feridos, segundo autoridades do país.

O Serviço Federal de Segurança confirmou que a tragédia vem sendo tratada como ato terrorista. “As explosões foram obras de mulheres suicidas”, diz um comunicado. Uma fonte policial disse às agências internacionais de notícias que parte dos corpos das suicidas foram encontrados nas duas estações atingidas.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, declarou que a Rússia agirá "sem concessões" para caçar terroristas.

A primeira explosão ocorreu na estação Lubyanka, no Centro de Moscou, que fica próxima ao Kremlin, pouco antes das 8 horas (horário local). Pelo menos 23 pessoas morreram nesse ataque. De acordo com um porta-voz do Ministério de Emergências, a explosão ocorreu pouco depois de um trem estacionar. As vítimas foram atingidas num vagão e também na plataforma. No complexo está baseado Serviço Federal de Segurança da Rússia, instituição que sucedeu a KGB, a antiga agência de inteligência local.

A segunda explosão atingiu a estação Park Kultury, também localizada no centro da cidade, cerca de 40 minutos depois, matando entre 12 e 14 pessoas, segundo um porta-voz do Ministério de Emergências.

As autoridades fecharam as duas estações e bloquearam o trânsito em várias ruas da região central de Moscou.

Segundo as agências internacionais, o serviço de telefonia na região entrou em colapso e não está funcionando desde as explosões.

Insurgência

Nenhum grupo reivindicou a autoria dos piores ataques na capital russa em seis anos imediatamente, mas o chefe do Serviço Federal de Segurança, Alexander Bortinikov, disse que as agressoras são provavelmente do norte do Cáucaso, onde Moscou enfrenta uma insurgência islâmica que se espalha da Chechênia para os vizinhos Daguestão e Inguchétia. Os líderes russos haviam declarado vitória em sua batalha com separatistas chechenos que lutaram duas guerras com Moscou. Mas, enquanto a violência diminuía na Chechênia, ela se espalhou e ganhou força nos vizinhos Daguestão e Inguchétia.

Morre o jornalista e comentarista esportivo Armando Nogueira

Ele morreu em casa, na manhã desta segunda-feira (29). Armando sofria de câncer desde 2007.

O ex-diretor da Central Globo de Jornalismo e comentarista esportivo Armando Nogueira, de 83 anos, morreu por volta das 7h desta segunda-feira (29), em seu apartamento, na Lagoa, na Zona Sul do Rio. Ele sofria de câncer e estava muito doente desde 2007, quando descobriu a doença. O enterro será na terça-feira (29) no cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O horário ainda não foi confirmado pela família.

Biografia Torcedor apaixonado pelo Botafogo e, em especial, pelo futebol, participou da cobertura de diversas Copas do Mundo a partir de 1954 e dos Jogos Olímpicos, a partir de 1980.

Armando nasceu no Acre e veio para o Rio de Janeiro com 17 anos, onde se formou em direito. A carreira de jornalista começou em 1950, no jornal Diário Carioca, onde foi repórter, redator e colunista. Ao longo dos 60 anos de carreira, passou também pela Revista Manchete, O Cruzeiro, Jornal do Brasil.

O jornalista trabalhou ainda na Rede Bandeirantes, e atualmente estava no SportTV, onde apresentava o programa Papo Com Armando Nogueira, e na Rádio CBN, onde participava do CBN Brasil.

Escreveu textos para o filme "Pelé Eterno" (2004) e é autor de dez livros, todos sobre esporte: Drama e Glória dos Bicampeões (em parceria com Araújo Neto); Na Grande Área; Bola na Rede; O Homem e a Bola; Bola de Cristal; O Vôo das Gazelas; A Copa que Ninguém Viu e a que Não Queremos Lembrar (em parceria com Jô Soares e Roberto Muylaert), O Canto dos Meus Amores; A Chama que não se Apaga, e A Ginga e o Jogo.

William Bonner: 'Ele me ensinou a fazer telejornalismo'

Sílio Boccanera: 'Ele dominada a palavra'

Concursos com inscrições abertas somam 208 mil vagas

Há cargos para todos os níveis de escolaridade. Só o IBGE oferece 191.972 vagas para recenseador.

Pelo menos 65 concursos públicos em todo o país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (29) e totalizam mais de 208 mil vagas para todos os níveis de escolaridade. Desse total, 191.972 vagas são para Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso. Pelos menos quatro órgãos abrem as inscrições nesta segunda, são eles: Polícia Militar de Minas Gerais, Serviço Social do Comércio (Sesc) do Maranhão, Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos (SP) e Prefeitura de Taubaté (SP), totalizando 2.661 vagas mais formação de cadastro de reserva.

Entre os concursos abertos, o que oferece o maior salário é o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia: R$ 16 mil.

Arruda presta depoimento sobre mensalão do DEM nesta segunda

Ex-governador é o primeiro de uma lista de 42 que serão interrogados. Polícia Federal vai montar força tarefa para ouvir citados em três dias.

Preso há 47 dias na Superintendência da Polícia Federal, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) deve prestar depoimento às 14h desta segunda-feira (29) sobre a sua suposta participação no escândalo do mensalão do DEM de Brasília. O interrogatório é o primeiro de uma lista de 42 envolvidos que também serão ouvidos pela PF.

A data do depoimento de Arruda foi marcada na sexta-feira (26). Ele será interrogado na superintendência da PF, onde está preso desde 11 de fevereiro, por suspeita de tentar subornar uma testemunha do inquérito do mensalão do DEM de Brasília, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além do ex-governador, os agentes federais também irão tomar o depoimento, nesta segunda, do ex-secretário de Comunicação do DF, Welligton Moraes, que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda por envolvimento no mesmo caso.

A assessoria da PF informou ao G1 que uma força tarefa será montada para ouvir os 42 envolvidos no caso até quinta-feira (1). Serão dez depoimentos por dia e um grupo de delegados e escrivãos será reunido na superintendência para fazer os registros. Os envolvidos no mensalão do DEM que estão presos serão ouvidos na Papuda, para onde todos foram levados após se entregarem.

O escândalo do mensalão foi revelado no dia 27 de novembro de 2009, quando a PF deflagrou a Operação Caixa de Pandora. No inquérito do STJ, Arruda é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais aliados, empresários e integrantes do governo distrital.

Decisão do STJ

Na quarta-feira (24), o STJ notificou a PF da decisão de que Arruda deveria depor imediatamente no processo.

Além de Arruda e Moraes, Gonçalves determinou que a Polícia Federal ouvisse, no prazo máximo de três dias – a contar da decisão –, o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do DF, Domingos Lamoglia, o ex-vice-governador Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM), o pivô do escândalo do mensalão do DEM, Durval Barbosa, e o ex-secretário de Ordem Pública do DF Roberto Giffoni.

Desse grupo, apenas Paulo Octávio já prestou depoimento. Ele se apresentou à PF nesta quinta, mas exerceu o direito de ficar calado e não responder às perguntas elaboradas pela PF.

PGR

Os depoimentos atendem a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também solicitou ao STJ que seja aberto prazo de dez dias para a coleta de depoimento de todos os nomes citados em documentos anteriores enviados ao tribunal, além de todos os que aparecem nos vídeos de Durval Barbosa. A subprocuradora-geral da República, Raquel Elias Dogde, é quem assina a lista de pedidos de cinco páginas. Ela justifica a apresentação do pleito dizendo que “o farto conjunto probatório já contido nos autos precisa ser complementado com diligências específicas, necessárias para a formação de juízo quanto à materialidade e autoria dos crimes investigados e para instruir eventual ação penal”.

Liberdade

Arruda pode ser solto quando a fase de depoimentos de outras testemunhas do caso for concluída pela Justiça. A possibilidade foi cogitada nesta quarta-feira (24) pelo PGR, Roberto Gurgel: “Não temos nenhum interesse em mantê-lo preso se não for necessário.” Na avaliação do procurador-geral da República, se não fosse o episódio da tentativa de suborno, Arruda não teria sido preso. Sem testemunhas para depor ou provas para colher, na avaliação de Gurgel, Arruda não representaria ameaça ao trabalho dos agentes e poderia ser solto. O procurador-geral da República não revelou, no entanto, quantas testemunhas ainda faltam depor no inquérito do mensalão do DEM de Brasília, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Também não há previsão para a análise do pedido de revogação da prisão, apresentado pelos advogados do ex-governador ao presidente do inquérito, ministro Fernando Gonçalves.

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