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Moradores reclamam de câmera de vigilância no Morro Santa Marta
Número de mortos por tsunami causado por terremoto passa de 100 na Oceania
Há mortos e feridos em Samoa Americana e em Samoa. Ondas gigantes seguiram-se a abalo de magnitude 8.
O tsunami que se seguiu a um terremoto de magnitude 8 nesta terça-feira (29) na Oceania provocou mais de 100 mortos no território americano de Samoa Americana e em Samoa, segundo as autoridades locais.
Até agora, foram registrados 100 mortos em Samoa e 14 em Samoa Americana. Há relatos de vários feridos e de muita destruição, com vilas inteiras alagadas. O medo levou moradores da região a buscar lugares mais elevados para se proteger. O tremor ocorreu às 6h48 locais (14h48 de Brasília), segundo o Centro de Estudos Geológicos dos EUA.
O epicentro localizou-se no mar, a 195 km de Ápia, capital de Samoa. Inicialmente, a agência havia avaliado a intensidade do abalo em 7,9, na escala de momento, mas depois revisou para 8. A Defesa Civil da Nova Zelândia avaliou o tremor em 8,3 graus na escala Richter. Embora ainda seja usada, a escala Richter, ou escala de magnitude sísmica, tem sido substituída pela escala de magnitude de momento. As medições em ambas as escalas costumam ser bastante semelhantes, apesar de calculadas por fórmulas diferentes. O tremor gerou um alerta de tsunami do Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico, dos EUA, levantado horas depois. Depois de várias réplicas menores, um novo forte tremor, de magnitude 5,9, foi registrado às 12h25 locais de quarta-feira (20h45 de Brasília).
Samoa Americana
Mike Reynolds, superintendente do Parque Nacional de Samoa Americana, disse que quatro ondas do tsunami, entre 4,6 metros e 6 metros de altura, avançaram entre 0,8 km e 1,6 km em direção à ilha de Tutuila, onde localiza-se Pago Pago. "O centro de visitantes do Parque Nacional de Samoa Americana e seus escritórios parecem ter sido destruídos completamente", disse. "Por enquanto, todo mundo está no alto das serras", disse Senetenari Malele, locutor da rádio local Showers of Blessings.
A Fema (Agência Americana de Emergências) disse que mandou duas equipes para ajudar aos trabalhos de resgate em Samoa Americana. "Trabalhando em cooperação com a Guarda Costeira dos EUA, a Fema enviou uma equipe de assistência e uma de planejamento e resposta a Samoa Americana para dar apoio e assessoria", disse o diretor da agência, Craig Fugate.
Samoa
O chefe-executivo-assistente de Samoa, Ausegalia Mulipola, disse que equipes de resgate ainda procuravam vítimas do tsunami. Havia o registro de que alguns vilarejos no sudeste do país foram destruídos. Segundo ele, danos no sistema de telecomunicações do país dificultam as buscas.
Theresa Falele Dussey, moradora de uma aldeia litorânea do país, disse a uma rádio da Nova Zelândia que sua casa foi destruída por uma onda, assim como casas e carros em uma aldeia vizinha. "Várias pessoas têm ligado para emissoras de rádio para relatar ondulações elevadas atingindo as áreas costeiras de Fagaloa e Siumu, no lado leste da ilha de Upolu, e mais ao sul", disse o serviço Samoalive News. "A escola foi suspensa pelo resto do dia devido aos alertas de tsunami orientando as pessoas a seguirem para terrenos mais elevados."
Uma das ilhas mais castigadas foi Upolu, em Samoa Ocidental, segundo fontes policiais locais citadas pela Rádio Nova Zelândia. A maioria das mortes teria ocorrido na aldeia de Lalomanu, situada ao sudeste da ilha de Upolu, a segunda maior de Samoa. Upolu, de 1,125 mil quilômetros quadrados, é a segunda maior ilha do arquipélago de Samoa, depois da de Savai'i, e abriga a capital, Ápia. De acordo com a polícia, aldeias da pequena ilha vizinha de Monono também foram danificadas, e uma extensa parte está debaixo d'água. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico emitiu após o terremoto um alerta destinado, em particular, à Nova Zelândia, Ilhas Fiji, Polinésia Francesa e Tonga. Depois, foram emitidos vários alertas de tsunami para as Ilhas Cook, Tokelau, Niue, Marshall, Ilhas Salomão, Kermadec, Palmyra, Howland, Baker, Jarvis, Vanuatu e Nauru. Também há avisos para Nova Caledônia, Papua Nova Guiné, Austrália e outras ilhas do Pacífico.
2004
Em 2004, um tremor no Oceano Índico, próximo à costa de Sumatra, na Indonésia provocou um tsunami que deixou cerca de 230 mil mortos em 14 países. Destes, cerca de 70 mil nunca foram localizados. A maioria das vítimas estava na Indonésia, em Sri Lanka, na Índia e na Tailândia. O abalo sísmico, que atingiu entre 9,1 e 9,3 graus na escala Richter, foi o segundo maior já registrado por sismógrafos em todo o mundo. Além dos mortos, mais de 1,5 milhão de pessoas ficaram desabrigadas.
Indicado ao STF, Toffoli será sabatinado no Senado nesta quarta-feira
Comissão de Constituição e Justiça encaminhará indicação ao plenário. Toffoli precisa de 41 votos no plenário do Senado para ser aprovado.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado realiza nesta quarta-feira (30) a partir das 10h, a sabatina do advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Depois da sabatina, o nome de Toffoli terá de ser submetido, ainda, à votação no plenário da Casa, para então ser nomeado por Lula para o STF. Em plenário, Toffoli precisa de 41 votos (maioria absoluta) para ter seu nome aprovado. Toffoli foi o escolhido do presidente da República para substituir o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, falecido no último dia 1º, vítima de complicações no pâncreas. Direito havia sido o último dos ministros do Supremo indicado por Lula, em setembro de 2007.
A Constituição estabelece que o ministro do Supremo deve ter entre 35 e 65 anos de idade, além de possuir notável saber jurídico e reputação ilibada. Toffoli tem recebido alguns questionamentos sobre sua pouca idade, 41 anos, e a suposta falta de currículo e saber jurídico, uma vez que foi reprovado duas vezes em concursos para juiz. Em busca de apoio, ele realizou uma série de visitas a gabinetes de senadores na última terça-feira (22).
Na primeira sessão da CCJ que debateu a indicação de Toffoli, realizada na quarta-feira (23) passada, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) foi o único a fazer críticas. Os outros membros da oposição não se manifestaram e os governistas saíram em defesa do indicado.
“Não basta escolher um bom advogado. É preciso escolher o melhor dos advogados, afinal o Supremo Tribunal Federal é a alma e o cérebro na preservação dos direitos constitucionais do país. Quantos juristas se dedicaram ao estudo, à pesquisa, à busca de conhecimento são preteridos em um momento como este? Não seria o momento de valorizar a competência, o preparo, a busca da informação? A escolha não valoriza, a escolha desestimula”, disse o tucano.
Senadores de diversos partidos da base saíram em defesa do indicado. O líder do PT, Aloízio Mercadante (PT-SP) foi um dos mais enfáticos. “À frente da AGU, ele [Toffoli] estabilizou a instituição e ganhou causas que somam mais de R$ 480 bilhões para a União. Aquele que defendeu causas tão complexas e saiu vitorioso, no papel de juiz atuará com competência e isenção.”
Currículo
Toffoli atualizou seu currículo no site da AGU após ter sido indicado ao Supremo na semana passada. O G1 comparou na semana passada o currículo que está no ar e outro que estava no site do órgão até a semana anterior, com data de julho de 2009, e observou que a atualização feita inclui eventos e trabalhos antigos. No novo currículo, é destacada a sua atuação como subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil. O total de páginas do currículo, mesmo com o corte de cinco páginas em que eram listadas entrevistas à imprensa, subiu de 20 para 27. A assessoria do indicado ao STF nega que tenha havido a intenção deliberada de aumentar o currículo. De acordo com a assessoria, a atualização e a complementação de informações foi para dar maior transparência às atividades desenvolvidas ao longo da carreira de Toffoli. Uma das atualizações na comparação entre os currículos é da própria trajetória profissional do indicado. Ele havia ocultado no currículo anterior a participação como sócio no escritório Toffoli & Telesca Advogados S/C de março de 2001 a dezembro de 2002. Foi este escritório que chegou a ser condenado em primeira instância pela Justiça do Amapá. A decisão pela condenação foi suspensa. A parte do currículo de Toffoli que mais “engordou” foi a relativa a seu trabalho como subchefe na Casa Civil, entre janeiro de 2003 e julho de 2005. Na versão anterior, o cargo apenas era mencionado quando se falava da trajetória. Agora, são quatro páginas com informações de casos em que o candidato a ministro atuou.
Noam Chomsky critica os EUA e elogia o papel do Brasil na crise de Honduras
Brasil ficou acima das expectativas; EUA não usaram 'todas as armas'. Linguista e professor do MIT falou ao G1 em entrevista exclusiva.
Ter apoiado o presidente deposto de Honduras e ter dado abrigo a ele em sua Embaixada, fez com que o Brasil assumisse uma posição de destaque no confronto de Manuel Zelaya com o governo interino hondurenho. "Um papel admirável", avaliou o linguista e teórico Noam Chomsky, em entrevista exclusiva ao G1, por telefone.
O professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) criticou a "fraca" ação norte-americana na crise da América Central.
Honduras passa por um conflito diplomático e político após um golpe de Estado que retirou do poder o presidente eleito, Manuel Zelaya, em 28 de junho. No dia 21 de setembro, ele voltou ao país de surpresa e se abrigou na Embaixada Brasileira, criando um impasse que dura até esta quarta-feira (30).
Chomsky publicou mais de 80 obras e desenvolveu uma teoria que revolucionou o estudo da linguística. Ele foi um dos ferozes críticos da Guerra do Vietnã, entre 1959 e 1975, e tem extensos trabalhos que criticam a política externa norte-americana. Após os atentados do 11 de Setembro, fez em seu bestseller "9-11" uma análise polêmica dos ataques, condenando tanto os seus autores como os EUA, a quem chamou de "principal nação terrorista" do mundo.
Leia a íntegra da entrevista:
G1 - O senhor acredita que os Estados Unidos apoiaram o golpe em Honduras? Qual tem sido o papel do país nessa crise?
Chomsky - Esse golpe foi incomum, e os Estados Unidos não o apoiaram abertamente. O país se juntou à Organização dos Estados Americanos (OEA) e a outras potências na crítica, mas fez isso de uma maneira fraca - não retiraram seu embaixador, como outras nações fizeram, por exemplo. Também se recusaram a chamar de golpe, o que envolveria cortar muitas ajudas, e não usaram nada de sua capacidade para restaurar a democracia.
Os militares de Honduras são muito ligados aos EUA. Aliás, os americanos usam uma base no país. Após a volta de Zelaya, os Estados Unidos passaram a criticar abertamente Zelaya, e seu embaixador na OEA o chamou de irresponsável. Não diria que o país apoia o golpe, mas, com certeza, não está fazendo algo para se opor. Há fortes segmentos dos Estados Unidos que até são a favor do golpe. A história de que Zelaya queria mudar a Constituição é um pretexto, Zelaya estava aumentando o salário mínimo, introduzindo programas que beneficiariam os pobres, e a pequena elite rica do país não gostou nada daquilo.
G1 - Como o senhor analisa a atitude do Brasil e da Venezuela em relação a Honduras hoje?
Chomsky - Acho que a atitude do Brasil tem sido muito admirável. Ao acolher Zelaya, o país se colocou numa posição a favor da democracia, e é claro que o que o Brasil faz é extremamente importante, pois é o principal país da América Latina. O caso da Venezuela não é surpreendente, já que Zelaya já era um aliado de Chávez (o presidente Hugo Chávez), então o país se definiu fortemente contrário ao golpe, o que acho que é a posição correta.
G1 - O senhor acha que a volta de Zelaya mudou alguma coisa na dinâmica da organização diplomática na América Latina?
Chomsky - Acho que mudou muito. Os golpistas estão enfrentando uma pressão internacional, da OEA e de maneira mais fraca dos EUA, e agora eles estão caminhando para um confronto direto com o Brasil. Acredito que eles irão recuar. E é uma vergonha que os Estados Unidos não estejam tomando uma atitude mais forte nesse sentido, pois acredito que, se isso acontecesse, o golpe já teria acabado.
Leia ainda: Para 'Time', Brasil é 'primeiro contrapeso real aos EUA no Ocidente'
A questão crucial vai aparecer em novembro. Porque o que os golpistas estão tentando fazer é manter a situação até as eleições para tentar convencer o mundo de que a eleição é legítima e que isso deveria acabar com a questão. Mas claro que ela não será legítima, não com um governo que foi ao poder por um golpe militar. E a questão crucial vem depois: os EUA irão aceitar o resultado de uma eleição feita por um governo golpista?
G1 - E o que o senhor acha que acontecerá?
Chomsky - Espero que os Estados Unidos recusem, mas não tenho certeza. Acho que os EUA têm simpatia pelo golpe, eles não gostavam dos passos que Zelaya estava dando. Acho que os EUA estão vendo isso como um conflito entre dois grupos opositores que têm diferentes interpretações da lei, e não como um golpe que retirou um presidente eleito do país e o expulsou do país.
G1 - Ainda falando de América Latina, mas sobre a Colômbia. Recentemente tivemos um grande debate sobre a possibilidade do uso de bases militares da Colômbia pelos Estados Unidos, o que foi rechaçado pelos vizinhos sul-americanos. O senhor acha que a Colômbia precisa de ajuda para conter o narcotráfico ou isso seria uma desculpa para a entrada dos Estados Unidos no continente?
Chomsky - Não acredito que seja, quero dizer, o narcotráfico é um pretexto. Há alguns dias, o Panamá permitiu que bases sejam usadas pelos EUA em seu território. Mas isso é uma das coisas que têm acontecido - o treinamento de oficiais militares na América Latina aumentou consideravelmente.
No caso da Colômbia, se você analisar os documentos, especialmente um de abril passado, eles descrevem a base como um sistema geral de vigilância e controle da América Latina, que faz parte de um sistema instalado em outras partes do mundo. Ou seja, é muito maior do que qualquer coisa relacionada ao narcotráfico.
O controle americano sobre a América Latina tem diminuído. Os métodos tradicionais de controle, violência e estrangulamento econômico têm perdido eficácia. Eles ainda existem, mas não como antes. Os EUA estão sendo expulsos de muitos lugares, o Equador foi o último.
Por muitos anos, os americanos têm tentado restabelecer sua dominação. Relembrando, existe uma posição tradicional do país que relembra sua fundação e que diz que os EUA precisam controlar a América Latina.
Sobre o narcotráfico, é interessante como a questão está até sendo discutida! Vamos supor que a China, por exemplo, coloque bases militares no México para conduzir uma guerra química contra Kentucky, Tennessee e Carolina do Norte e envie oficiais para garantir que os Estados Unidos acabem com a produção de tabaco. Nós iríamos rir disso, não iríamos nem discutir. Isso existe pela lógica imperialista que nós nem discutimos.
Além disso, uma comissão de estudos composta por países latino-americano concluiu que a briga contra as drogas é falida. Estudos nos EUA mostraram que oferecer tratamento é bem mais efetivo do que fazer essas operações fora dos países. Apesar de saber disso, o governo continua ano após ano investindo dinheiro. Só há duas opções: eles são loucos ou têm outras intenções.
G1 - Como o senhor avalia a criação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e de que forma ela mudou as relações da América Latina com os Estados Unidos?
Chomsky - A Unasul é um desenvolvimento muito importante. Pela primeira vez desde a conquista europeia, a América Latina começou a se mover rumo a uma integração. Essas instituições, além de aumentar as relações entre os países, são importantes porque as nações nunca serão capazes de se defender sozinhas. Na reunião em Santiago, no ano passado, Evo Morales agradeceu o apoio após um referendo que confirmou seu poder (e teve grande oposição por parte de governantes que realizaram consultas para se separar do país) e disse que aquela era a primeira vez que a América Latina tomou seus assuntos nas suas próprias mãos sem a interferência dos EUA.
G1 - Até hoje, os movimentos esquerdistas da América Latina foram estabelecidos seguindo as bases democráticas - presidentes foram eleitos ou mantidos no poder por referendos. Por que o senhor acha que esses governos assustam tanto as grandes potências?
Chomsky - A democracia é muito desapreciada pelas potências por muito boas razões, e a principal é porque a democracia neutraliza o poder, e as potências querem o poder em suas mãos. Os EUA derrubaram governos democráticos de muitos países, e o Brasil é um dos vários exemplos. Os governos democráticos são vistos como ameaças.
Consultor diz que emprego e renda seriam fortalecidos com Jogos no Rio
Construção civil e serviços imobiliários receberiam mais recursos. Estudo foi realizado a pedido do Ministério dos Esportes.
Para os que acreditam que a verba destinada aos Jogos de 2016, caso o Rio vença a disputa pela cidade-sede na próxima sexta (2), deveria ser investida em outras áreas, como educação e saúde, o relatório da Fundação Instituto de Administração (FIA) indica o contrário.
Segundo o estudo, que foi encomendado pelo Ministério dos Esportes, até 2016 podem ser criados, em média, 120 mil empregos por ano. A Região Metropolitana do Rio concentraria 50% dessa demanda, no período de implantação dos investimentos e realização das Olimpíadas. “É um incremento salarial violento. A economia só tem a ganhar”, disse Sérgio Murashima, consultor da FIA.
Se a cidade for escolhida, diz o instituto, os gastos públicos e privados irão provocar efeitos multiplicadores tão amplos e diversificados - em termos de expansão da produção, da massa salarial, da arrecadação de impostos e de emprego – que, diz o texto, “deve ser de interesse da sociedade brasileira dar apoio à concepção e à implementação dessa iniciativa”. “O mais importante disso tudo é que estaríamos revitalizando áreas do Rio de Janeiro muito importantes para o desenvolvimento econômico. A infraestrutura criada vai alavancar muitos projetos. Nós precisamos de hospitais e escolas, mas o principal elemento indutor disso é a reestruturação da cadeia econômica que, proporcionada por um evento dessa natureza, gera elementos fundamentais para que isso possa ter um resultado positivo”, alegou Sérgio Murashima, consultor da FIA.
Construção civil receberia mais recurso
Ainda segundo o levantamento da FIA, os setores da economia que receberiam mais recursos são a construção civil, com 10,5%; serviços imobiliários e aluguéis, com 6,3%; serviços e empresas, com 5,7%; petróleo e gás, com 5,1%; informática e comunicação, com 5%; e transportes, com 4,8%.
“O Rio é importante porque ele é lindo, porque nós amamos o Rio, o mundo ama o Rio, os turistas ficam loucos. E não é possível, por exemplo, não poder ir à praia, à Lagoa, por conta daquela podridão. Se não lidar com isso, em relação à sustentabilidade para o futuro, vamos perder todo esse patrimônio que Deus nos deu. Acho que vamos fazer um trabalho muito legal com as Olimpíadas. Eu estou torcendo para isso”, desabafou o consultor da FIA.
Concentração de albergues para turistas na Vila Madalena atrai estrangeiros
Chamados de hostels, eles são alternativa barata de hospedagem. Para donos, brasileiros têm receio e pouca informação sobre o serviço.
Eles ainda estão em pequeno número na cidade de São Paulo, mas aos poucos os hostels – acomodações mais simples que os hotéis, normalmente com quartos e banheiros coletivos, chamados de albergues no Brasil – passam a atrair a preferência dos turistas. Na capital paulista, segundo empresários do setor, há dez estabelecimentos do tipo. Desses, quatro ficam na região da Vila Madealena e de Pinheiros, atraídos pela vida noturna, cena artística e qualidade de vida do bairro da Zona Oeste. “O hostel tem que estar rodeado de serviços fáceis para o hóspede estrangeiro. Quando fizemos nossa pesquisa para abrir o negócio, vimos que em outras cidades do mundo, os hostels estavam em bairros parecidos com a Vila Madalena”, conta Andrea Donatti Figueroa. Ela é sócia do Sampa Hostel, aberto há um ano e meio. “Ficar em hostel é um estilo de vida, um perfil de viajante. Quem quer privacidade e individualidade, deve procurar um hotel. O hostel é para quem quer integração, convívio, é um lugar para fazer amigos.” Andrea conta que um dos empecilhos para o surgimento de mais hostels em São Paulo é que a cidade não é vista pelos estrangeiros como turística e eles são 80% do público da empreendedora.
“Os estrangeiros não colocam São Paulo em seu roteiro como um lugar turístico, mas sim como de passagem. Nós temos um trabalho muito grande com nosso clientes para mostrar a cidade para eles, fazer eles ficarem mais”.
Foi o caso do israelense Tomer Laufer, de 26 anos estudante de ciência da computação. Ele aproveitou as férias da faculdade para viajar dois meses – um pelo Peru, o outro pelo Brasil. No primeiro país, conheceu uma paulistana, e acabou resolvendo ficar uns dias em São Paulo – antes, apenas faria conexões aéreas na cidade. Ele elogiou a qualidade dos hostels brasileiros. “É um dos melhores que já fiquei. Sempre fico em hostels quando viajo, porque são mais baratos. Gostei muito dos funcionários, muito atenciosos”, disse o estudante, que chegou ao Sampa Hostel por meio de indicação de um amigo.
Cabelo de Taís Araújo incentiva a volta dos cachos
Após queda da ditadura do alisamento, cabelos crespos voltam à moda. Especialistas recomendam produtos específicos para valorizar ondas.
Inspiradas no visual da atriz Taís Araújo, a Helena da novela "Viver a Vida", muitas mulheres tomam coragem e assumem o cacheado natural do cabelo - parece que chegou a hora de parar de fazer escova progressiva e de aposentar o secador.
Para ficar com os cabelos cacheados, a atriz mudou a cor dos fios e colocou megahair. As madeixas vieram do Haiti, e tem 40 centímetros de comprimento. Para manter os fios cacheados e hidratados, ela garante não ter trabalho algum. “Acordo, coloco um reparador e vou pra rua. Curto muito meu cabelo assim”, contou Taís.
Para que os cabelos cacheados sejam assumidos sem trauma, inúmeros produtos específicos estão disponíveis no mercado. Os especialistas acrescentam que o corte certo ajuda a valorizar os cachos. “O importante é valorizar a textura do cabelo, resgatar o cacho. Depois o trabalho é achar o corte ideal e usar os produtos certos para cada tipo de cabelo encaracolado”, afirma a coordenadora técnica do salão Beleza Natural, Adriana Lobão. Cansada de alisamentos, a analista de processos Rosimary Britto teve que resgatar a textura natural de seu cabelo. “Estava com o cabelo muito danificado. Recorri a Sônia Nesi, minha cabeleireira há 20 anos, e disse que queria voltar às origens. Agora uso ele natural, e adoro”, contou. A decisão de deixar lado a ditatura do cabelo liso aconteceu quando Rosimary percebeu que, em função do secador, teria que mudar sua rotina. “Hoje eu lavo meu cabelo todo dia, porque faço atividade física. Se tivesse que mantê-lo liso, teria que mudar minha rotina só para secá-lo”, disse.
Cabelos naturais
Defensor dos cabelos naturais, o hairstylist Hans trabalha para convencer suas clientes de que os cabelos cacheados podem ser bonitos e práticos. Ele garante que depois de muita resistência, quem aprende a conviver com os cachinhos não quer mudar mais. “O cabelo natural ondulado, crespo ou cacheado não tem regra. É o símbolo da mulher brasileira”, disse. A estudante Julia Valladão, de 18 anos, é a única entre suas amigas que usa cabelo cacheado e curto. Diferente de todas as meninas de sua idade, nunca fez alisamento. “Não me deixei influenciar pela moda do cabelo liso. Adoro meus cachos. Sempre tive cabelos longos, mas há três anos resolvi radicalizar e cortar. Deu super certo”, contou. Julia diz que não está só: garante que seu namorado é fã número um de seus cachinhos. “Ele disse que me notou quando cortei o cabelo e meus cachos ficaram mais aparentes. Acho que foi porque passei a ser diferente da maioria das meninas”, disse.
Liso a qualquer hora
A jornalista Juliana Nunes diz que, para manter os cachos bonitos, é indispensável um bom corte e a hidratação certa. No seu caso, isso não seria possível se há 15 anos ela não tivesse conhecido Hans.
“Tento manter meus cabelos hidratados ao máximo, já que madeixas ressecadas deixam o cacho sem forma. E o corte deixo na mão do Hans. Ele sabe o que vai ser prático, e pra mim isso é imprescindível”, afirmou. Ela acredita que a grande vantagem de ter cabelos cacheados é a possibilidade de fazer escova e ter as mechas lisas quando bem entender. “Quando tenho uma festa eu faço escova. Fico com o look diferente rápido, e no dia seguinte volto a praticidade dos meus cachinhos”, disse.
Câmara aprova antecipação de feriados para as segundas-feiras
Projeto seguirá para análise do Senado, caso não haja recurso. Datas como Natal e Independência do Brasil não serão alteradas.
Televisão com tecnologia 3D deve chegar às lojas em 2010
Panasonic exibiu TV de plasma com 50 polegadas nesta semana. Empresa não divulgou preço; novidade acompanha óculos especiais.
Você provavelmente já assistiu a filmes em 3D. Mas e quanto à sua série favorita de televisão? A Panasonic revelou no início desta semana um televisor de alta definição e 50 polegadas, com tela de plasma e capacidade 3D, acompanhado por óculos especiais que fazem com que as imagens pareçam sair da tela. Em uma demonstração na sede da Panasonic, em Osaka, carros de Fórmula 1 pareciam correr entre os espectadores, e ginastas saltavam sobre o cavalo e faziam piruetas por uma passarela que parecia se estender em meio à audiência.
"Nós adotamos planos concretos para levar os primeiros aparelhos 3D às residências dos telespectadores. Eles não sairão decepcionados," disse Yoshiiku Miyata, o executivo encarregado de produtos audiovisuais na Panasonic.
Ele se recusou a comentar sobre a data exata de lançamento ou preço, afirmando que a empresa espera que os novos televisores estejam disponíveis nas lojas em 2010. A tecnologia funciona porque ilude o cérebro a enxergar tridimensionalmente imagens que resultam do trabalho sincronizado entre os óculos e o televisor para gerar imagens em camada dupla e com velocidade duas vezes superior à de um televisor normal.
"Quando o televisor exibe a imagem esquerda, o obturador automático dos óculos bloqueia a vista direita, de modo que as pessoas podem ver apenas a imagem esquerda," explicou Keisuke Suetsugi, gerente de desenvolvimento de produtos audiovisuais de alta qualidade. "No momento seguinte, quando o televisor exibe a imagem direita, o obturador bloqueia a vista esquerda," acrescentou.
A empresa espera que o televisor de 50 polegadas, menor e mais adaptável ao uso caseiro, se torne uma escolha popular para home theaters, em comparação com o seu irmão maior, de 103 polegadas, lançado em outubro. O novo modelo será exibido na feira de tecnologia Ceatec Japan, entre 6 e 10 de outubro.
A Panasonic anunciou em agosto que formará parceria com a Twentieth Century Fox e Lightstorm Entertainment na produção de "Avatar," o novo filme do premiado diretor James Cameron, que estreia nos cinemas em dezembro. A maior rival do grupo, a Sony, anunciou no começo do mês que também pretende lançar televisores 3D em 2010.
Vendido por US$ 342 milhões, BuscaPé começou com R$ 100 ao mês
Grupo de busca de preços teve fatia de 91% vendida para gigante africana. Empresa foi criada por estudantes que queriam comprar impressora.
Aos 31 anos, Romero Rodrigues, presidente do grupo BuscaPé, viu a empresa que fundou com outros três sócios há dez anos ser vendida por US$ 342 milhões à gigante africana Naspers. O negócio, que envolveu uma fatia de 91% do grupo de sites de comparação de preço, lembra histórias como as do Google ou do Facebook – em que estudantes empreendedores criaram negócios milionários - , e parece ainda mais grandioso quando o empresário conta que o investimento inicial do site era de “cerca de R$ 100 por mês”.
Questionado se acha que sua história é semelhante à do criador do Facebook, Mark Zuckerberg, de 25 anos, Rodrigues diz ver “muita semelhança”. “O termo genuíno é muito usado para empresas de internet. Uma empresa genuína de internet é aquela que a mesa, na verdade, é uma porta, porque não há dinheiro, que a galera come pizza à noite”, diz.
A declaração faz sentido quando se conhece a história do BuscaPé. Em 1999, graças à necessidade de comprar uma impressora, três amigos do curso de Engenharia Elétrica da USP perceberam que não havia um serviço de busca e comparação de preços na internet. “Encontrávamos tudo, menos preço e avaliações, se o produto era bom ou não.” Após um ano de estudo para desenvolvimento, e algumas tentativas frustradas – lojas físicas não forneciam seus preços -, nasceu o BuscaPé, que realizava a busca e a comparação nas lojas online.
“Era uma época romântica porque o dinheiro que tínhamos, de estágio, de pesquisa, era pouco. Investíamos R$ 100, R$ 150, de junho de 1998 até novembro de 1999, quando o site estava no ar rodando”, conta.
]Dez anos depois
Passados dez anos, a realidade do BuscaPé é bem diferente. Presente em 28 países, o grupo conta com site como o QueBarato!, Pagamento Digital, FControl, Bondfaro, e-bit e Wiki2Buy, todos baseados no comércio online.
Com o negócio fechado com a africana, Rodrigues diz não saber se a expansão pode acontecer para o continente. “Nosso foco é a América Latina”, diz, mas estima que o crescimento do e-commerce e a entrada de grandes varejistas na internet – como Casas Bahia e a expansão do Extra – podem ajudar o grupo BuscaPé. “Acho que o principal desafio é integrar melhor nossas marcas e expandir isso para a America Latina.”
Os sócios-fundadores, Rodrigues, Rodrigo Borges e Ronaldo Takahashi, e Rodrigo Guarino, que entrou depois, continuarão na empresa.
Carro chinês desafia o 'império' da Lada em Cuba
Sedã Geely CK já está sendo usado por policiais e autoridades cubanas. Invasão chinesa ameaça a hegemonia do carro fabricado na Rússia.
A China, segundo maior parceiro comercial de Cuba depois da Venezuela, tem mostrado uma capacidade de dominar os mercados ao redor do mundo com muitos dos seus produtos.
Mas os cubanos dizem que seu amor pelos Ladas, que são provavelmente a herança mais visível da aliança com a antiga União Soviética durante a Guerra Fria, vai garantir a sobrevivência do carro russo nas estradas cubanas.
"Eu acho que não será fácil substituir o Lada", disse David Pena, 39 anos, mecânico que recentemente fundou um clube de colecionadores de carros russos. "Para nós, este carro é como um membro da família."
Cuba é conhecida pela frota de carros antigos americanos que rondam as ruas. Na verdade, a frota de Ladas supera a dos carros norte-americanos dos anos 50. Estima-se que circulam pela ilha 100 mil Ladas e 60 mil veículos antigos dos Estados Unidos, como Oldsmobile, Cadillac e Chevrolet Bel Air. O Geely CK é baseado em um projeto da Daewoo e alimentado por um motor de 1,5 litro licenciado da Toyota. O modelo começara a aparecer com freqüência crescente nas ruas de Havana. Tem uma aparência elegante e moderna, e tem ar condicionado, vidros elétricos e CD player.
A presença dos carros chineses por enquanto se limita a veículos do governo e carros de aluguel, mas o número deve crescer com as relações econômicas de China com Cuba e os interesses comerciais da ilha.
A Geely, maior fabricante de carros na China, cuja estratégia mundial foi fundada sobre a exportação de veículos de baixo custo, vendeu mais de 1.500 carros para Cuba este ano.
Carro ‘cult’
Baseado no Fiat 124 da década de 1960, o Lada tornou-se um objeto “cult” em Cuba. A União Soviética passou a exportar o veículo para a ilha na década de 1970. O carro, que não tinha nem calotas, ganhou a reputação de ser durável e fácil de ser consertado. "Qualquer um pode consertar um Lada com apenas um pedaço de fio", disse Carlos, um mecânico veterano em Havana. "Se você perguntar a um cubano ele vai dizer que não troca o seu Lada por nada neste mundo".
Muitos cubanos desconfiam de que o Geely consiga sobreviver às ruas esburacadas de Cuba. A Rússia tinha planos de construir uma fábrica de Lada em Cuba para vender automóveis em toda a América Latina, mas o projeto foi colocado em compasso de espera por causa da recessão mundial.
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