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Governo de Minas Gerais distribui livros com palavrões a alunos da rede estadual

Textos provocaram a indignação de pais, professores e alunos. Secretaria diz que livro deve ser usado por alunos com mais de 15 anos.

O governo de Minas Gerais distribuiu textos literários com palavrões em todas as escolas estaduais do ensino fundamental até o 9º ano e provocou a indignação de pais, professores e alunos. Os palavrões aparecem em textos de literatura. Eles são usados em frases em que os personagens demonstram raiva.

Ao ler o livro que a filha usa na escola, a dona de casa Rosane Ferreira levou um susto. Entre textos, exercícios de português e matemática, ela encontrou palavrões. "Eu fiquei bem assustada, porque eu nunca tinha visto um livro com essas palavras. São bem pesadas mesmo. Eu não gosto que falem, não falo E não aceito que falem também", afirma.

Mas ele não conseguiu impedir que os alunos tivessem acesso ao livro, que continua sendo usado para as aulas de matemática. “É uma falta de respeito, porque é uma escola. E isso não devia estar na escola. Não só por causa da gente mas pelos professores também”, comenta um aluno. "Eu não posso mandar os alunos rasgarem o livro que é do estado, mas minha vontade foi essa", diz o professor. A Secretaria de Educação de Minas Gerais informou que o livro foi aprovado pela equipe pedagógica e só deve ser usado por alunos que tenham mais de 15 anos.

Moradores prejudicados por explosão no ABC vão receber benefícios sociais

Prefeitura disse que 12 pessoas foram cadastradas. Acidente causou duas mortes e deixou 12 feridos.

Doze pessoas que viviam na região da Rua Américo Guazelli, no bairro Silveira, em Santo André, no ABC, em São Paulo, onde houve uma explosão em uma loja de fogos de artifício, na quinta-feira (24), foram cadastradas para receber benefícios sociais da prefeitura municipal. Entre elas, donos de um salão de beleza e de uma oficina mecânica que funcionavam, no local. A medida foi decidida durante reunião de moradores com secretários municipais na noite de segunda-feira (28).

O dono da loja, Sandro Luiz Castellani, prestou depoimento à polícia na segunda-feira afirmou que não fabricava fogos e que a loja estava com 50% de sua capacidade ocupada por material explosivo. Ele afirmou possuir licença do Corpo de Bombeiros e da polícia. Na explosão, morreram duas pessoas, outras 12 ficaram feridas e mais de cem desalojadas. Trinta imóveis tiveram de ser desocupados. Três deles foram destruídos na explosão, um teve de ser demolido, cinco permanecem interditados porque precisam de obras de reparo e outros 21 foram liberados para os moradores na sexta-feira (25).

No entanto, a loja não tinha o alvará de funcionamento da Prefeitura de Santo André. "A Prefeitura não tem uma lei [de validade] anual, apenas para a época de Festa Junina", disse Sandro. "Como já tinha passado o prazo, deixamos para renovar no ano que vem", completou o comerciante.

Segundo a Prefeitura, há, de fato, uma lei municipal que determina que a venda do produto deve ser no varejo por apenas 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 30 dias.

A administração municipal disse que o comerciante entrou com um pedido para venda de fogos de artifício em maio, mas como ele precisava apresentar um novo Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e não o fez, o pedido foi indeferido em 14 de setembro.

O dono da loja de fogos de artifício será indiciado apenas ao final do inquérito, segundo o delegado titular do 3º DP da cidade, Alberto José Mesquita Alves. De acordo com o delegado, Sandro deverá responder pelos crimes de explosão, qualificada por lesão corporal, danos materiais e por posse ilegal de explosivos . Apenas após a realização de perícia técnica pelo Instituto de Criminalística, ele também poderá ser indiciado pelo crime de manuseio de material explosivo. Ou seja, a fabricação de bombas e rojões, por exemplo.

"Para a lei, uma coisa é estocar e outra coisa é ter qualquer material para o manuseio ou fabricação de bombas ou explosivos. O laudo deve ser conclusivo", disse o delegado. Segundo ele, Castellani não ficará preso, pois não há tipificação para o crime. “Minha vida daqui para frente acabou”, afirmou Sandro, em entrevista coletiva.

Conceição Aparecida Fernandes, mulher de Sandro, também negou que eles manipulassem material explosivo no local para produzir fogos de artifícios. “Eu tenho um filho de cinco anos”, justificou. “Não vamos fugir da responsabilidade de ajudar nossos vizinhos, que são pessoas que estão falando mal da gente hoje, mas que são pessoas que nós gostamos”, completou.

Polícia procura quadrilha que sequestrou bebê de 3 meses para invadir prédio

Recém-nascido foi levado no fim de semana; roubo ocorreu na segunda. Cativeiro foi localizado durante ataque ao edifício na Zona Sul de SP.

A Polícia Civil procura uma quadrilha que sequestrou e usou um bebê de 3 meses para invadir um prédio em Moema, na Zona Sul de São Paulo.

Um suspeito foi preso na segunda-feira (28). Os outros três integrantes do grupo já estão identificados; suas imagens foram gravadas pelo circuito interno de câmeras do edifício.

O recém-nascido havia sido seqüestrado no fim de semana e levado a uma casa em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, com a avó e a mãe da criança. Para entrar no edifício, os criminosos obrigaram a avó, que trabalha para uma aposentada, a ajudá-los, sob a ameaça de matar a criança.

Os criminosos teriam combinado de soltar os reféns após a invasão ao apartamento. A avó acabou concordando. O cativeiro, no entanto, foi descoberto durante o roubo ao prédio. E a mulher e o bebê acabaram libertados. À polícia a funcionária e avó da criança contou que foi forçada a entrar com os homens no prédio. Uma das vítimas foi uma mulher de 86 anos. O filho dela, um advogado de 52 anos, que mora no mesmo prédio, também foi roubado. Joias foram levadas.

Câmeras de segurança gravaram o momento em que o filho da mulher e a empregada foram dominados por dois homens no elevador. O vigia do cativeiro foi preso. Ele já cumpriu pena por roubo, por furto e por um assassinato.

Elefante avança contra multidão durante festival na Índia

Segundo o tratador, animal se assustou com toque dos sinos. Seis pessoas ficaram feridas.

Um elefante avançou contra uma multidão que participava de um festival religioso na Índia, causando pânico entre os participantes.

Segundo o tratador do animal, ele provavelmente ficou assustado e se descontrolou.

A polícia só conseguiu conter o elefante minutos após o incidente. Seis pessoas ficaram feridas. Segundo o tratador, o animal de apenas três anos se assustou com o toque dos sinos que anunciavam o início da procissão.

Divergência entre Brasil e EUA expõe racha na OEA

Sem conseguir emitir declaração sobre crise hondurenha, OEA foi duramente criticada por embaixador brasileiro.

A falta de acordo em torno de uma declaração sobre Honduras parece ter representado um baque para a unidade da Organização dos Estados Americanos (OEA). Após várias horas de debates, o Conselho Permanente da organização não conseguiu aprovar uma resolução manifestando suas opiniões sobre os últimos desenvolvimentos da crise política em Honduras e sobre se deve ou não reconhecer o resultado das eleições marcadas para o fim de novembro.

A reunião extraordinária do Conselho foi inicialmente convocada para rejeitar a expulsão de vários membros de um grupo da OEA que prepararia a visita de uma comissão ministerial do corpo. Mas o encontro, que estava previsto para durar algumas horas, acabou exacerbando diferenças entre os países, em especial Brasil e Estados Unidos, em relação a medidas para lidar com a crise política.

O embaixador brasileiro na organização, Ruy Casaes, chegou inclusive a dizer que "a OEA está caminhando para um absoluto estado de irrelevância".

Divergências

A OEA esperava emitir um texto alertando Tegucigalpa que o estado de emergência decretado por 45 dias no país retira ainda mais a legitimidade das eleições previstas para novembro.

No entanto, as observações de diversos embaixadores forçaram uma mudança no foco e formulação do documento, o que acabou exigindo várias horas de negociações - ao final, frustradas.

O embaixador dos Estados Unidos na organização, Lewis Amselem, afirmou que a volta a Honduras do presidente deposto do país, Manuel Zelaya, foi "irresponsável e insensata".

"O retorno do presidente Zelaya a Honduras sem nenhum acordo é irresponsável e insensata e não serve nem aos interesses do povo hondurenho nem àqueles que procuram o restabelecimento da ordem democrática em Honduras", disse Amselem.

O embaixador americano afirmou, sem citar nomes, que aqueles que facilitaram a volta de Zelaya a Honduras "têm uma responsabilidade especial em prevenir violência e fornecer bem-estar ao povo hondurenho enquanto ele enfrenta outra crise".

O Brasil está sendo acusado pelo governo interino de Honduras de saber de antemão da volta de Zelaya ao país - embora o governo brasileiro continue negando essa informação, e o chanceler brasileiro, Celso Amorim, tenha dito que "jura" não ter sido informado da operação com antecedência.

Na sua vez de falar, o embaixador brasileiro na OEA, Ruy Casaes, pedindo uma declaração mais dura contra o governo interino, e criticou os que defendiam uma declaração mais amena.

O embaixador brasileiro sustentou que a situação na embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde Zelaya está abrigado desde o dia 21 de setembro, é grave e pode piorar.

"Não há dúvidas de que existem condições para que (a crise) ameace a paz internacional", disse Casaes, afirmando que o governo brasileiro teme que a crise política em Honduras ameace a estabilidade da região.

Falta de consenso

No fim ninguém chegou a um consenso a OEA emitiu uma declaração assinada apenas pelo presidente do Conselho Permanente e do secretário-geral, expressando que "se mantêm atentos à evolução da crise política" em Honduras. A declaração pede ainda "respeito à inviolabilidade da missão diplomática (brasileira) e das imunidades e privilégios dos seus funcionários, em conformidade com o direito internacional".

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, criticou o estado de sítio decretado pelo governo interino de Honduras no último domingo e afirmou que este tipo de medida "vai em direção contrária" ao restabelecimento da normalidade no país.

A jornalistas, o secretário Insulza disse que o retorno de Zelaya a Honduras "aumentou a tensão", mas disse que ao mesmo tempo, abriu o caminho para negociar a saída da crise. "Há um caminho de ruptura, admitamos, não é uma boa situação. Mas espero que esta situação termine a partir do momento em que as partes procurem uma negociação", disse Insulza, que concordou que está alternativa está atualmente em ponto morto.

CCJ vota nesta terça limites para venda de terras a estrangeiros na Amazônia

Proposta impede comercialização de mais de 11,4 km² a estrangeiros. Para compra, quem não for brasileiro precisará residir há 10 anos no país.

A Comissão de Constituição, Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ) deve votar nesta terça-feira (29) um projeto de lei que proíbe a venda de terras com mais de 15 módulos fiscais a estrangeiros na Amazônia Legal, o que representa cerca de 11,4 km² de terra ou 1,14 mil hectares. Segundo o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), cada módulo fiscal tem, em média, 76 hectares.

De acordo com o projeto, entidades internacionais e pessoas que não possuem a nacionalidade brasileira só poderão adquirir terrenos maiores na região amazônica se estiverem instalados no Brasil há mais de dez anos.

Se aprovado na CCJ, o projeto de lei nº 4.440/2001 segue para o Senado, a não ser que um terço dos deputados recorra da aprovação. Neste caso, a proposta seguirá para votação no plenário da Câmara. Para o relator do projeto na comissão, deputado José Genoino (PT- SP), os limites são importantes para garantir a soberania do país.

“A Amazônia é uma região sensível e o projeto estabelece limites importantes para a soberania da região”, disse ao G1. De acordo com dados do Incra, cerca de 3,6 milhões de hectares de terra no Brasil estão nas mãos de estrangeiros. A assessoria do instituto disse, no entanto, que a estimativa é de que o número seja ainda maior (5,5 milhões de hectares), porque as informações repassadas por cartórios seriam incompletas. O projeto estabelece também que para expandir as áreas de propriedade de pessoas e entidades estrangeiras será preciso observar o prazo de 10 anos de domicílio no país e provar, através de um laudo emitido por órgão fundiário federal, que o imóvel original está “cumprindo plenamente a função social na forma imposta pela Constituição Federal”.

Fronteira

O projeto proíbe ainda, a qualquer título, a venda a estrangeiros de terras próximas à chamada “faixa de fronteira”, que abrange cerca de 150 km de largura na divisa da Amazônia com outros países. Os estrangeiros que já possuem terrenos em região de fronteira deverão provar em até seis meses que o imóvel cumpre função social.

Se não houver a comprovação no prazo estabelecido, o projeto prevê a imediata instauração de processo judicial para o cancelamento do título da propriedade. Segundo Genoino, que apresentou parecer favorável à proposta, impedir a presença de estrangeiros na fronteira é necessário para proteger a região amazônica e evitar o tráfico.

“É mais do que legítimo evitar estrangeiros próximos da divisa, pois existe o problema de vigilância da fronteira, do tráfico e da preservação da Amazônia”, disse.

Chuvas matam 240 nas Filipinas, e país se prepara para nova tempestade

Há 1,8 milhão de desabrigados, segundo o governo. No Vietnã, 18 pessoas morreram.

As autoridades das Filipinas anunciaram que já passa de 240 o número de mortes provocadas pela passagem da tempestade tropical Ketsana pelo país. O norte de Luzon prepara-se para um novo temporal, e aumentam as críticas ao governo por sua resposta à tragédia, que teria sido lenta demais.

O Centro Nacional de Coordenação de Desastres acrescentou cem mortos à lista oficial após identificar mais de noventa corpos na capital, onde as equipes de resgate seguem tirando corpos sem vida dos lodaçais.Outras 37 vítimas continuam desaparecidas e 1,8 milhões de moradores de Manila e outras 25 províncias da ilha de Luzon estão desabrigados, segundo o ministro da Defesa, Gilberto Teodoro.

Os prejuízos se calculam por enquanto em 110 milhões de pesos (US$ 2,3 milhões), e a maior parte dessa quantia corresponde a infraestruturas e casas danificadas. Enquanto isso, na ilha de Luzon as autoridades se preparam para os danos que pode causar o novo temporal que se aproxima pelo Oceano Pacífico.

O Serviço de Meteorologia advertiu que um sistema de baixa pressão já se transformou em tempestade e pode transformar-se em tufão antes de tocar terra nos próximos dois dias, embora não descartam que se desvie a Taiwan em vez de alcançar o norte do arquipélago filipino.

Aposentados fazem 'strip' em protesto no Reino Unido
Eles protestaram em praia contra o arrocho nas pensões.
Local abriga encontro do governante Partido Trabalhista.
Aposentados tiram a roupa na praia britânica de Brighton nesta terça-feira (29), em protesto contra o arrocho nas pensões. O local está abrigando encontro do Partido Trabalhista.
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