A volta do Imperador! Principais lances de Adriano na vitória rubro-negra
No reencontro com a torcida do Flamengo, que lotou o Maracanã, Adriano deixa a sua marca e prova que o trono em nenhum momento ficou vago
A reestreia de Adriano com a camisa doFlamengo já mobilizava todos aqueles que acompanham o mundo da bola, fosse o torcedor rubro-negro, fosse a imprensa, fosse o admirador do futebol do Imperador. Aproximadamente quatro meses longe dos gramados, desde a sua polêmica saída do Inter de Milão, o dia do reencontro com a bola prometia ser de festa: Maracanã lotado - pouco mais de 71 mil torcedores presentes - e um adversário, o Atlético-PR, ocupando a parte de baixo da tabela no Brasileirão.
Adriano, no entanto, seria relacionado para o banco de reservas. Sem estar em perfeitas condições físicas, o jogador entraria no decorrer do jogo, mas quiseram os deuses do futebol que o dono da camisa 29 fosse escalado desde o início. Titular, Josiel tomou um remédio para gripe sem o consentimento do departamento médico rubro-negro, e nele há uma substância passível de ser detectada no exame antidoping.
Pronto. Adriano estava confirmado para começar jogando, e durante os 90 minutos a massa flamenguista pôde assistir ao atacante dar bons passes, ajudar na defesa, ser presença constante na área adversária e, mais importante, balançar as redes e ajudar o Flamengo a vencer o Furacão por 2 a 1 (assista no vídeo acima aos lances do jogador) - ironicamente, o Imperador foi sorteado para exame antidoping ao fim da partida, o que o impediu de participar da entrevista coletiva, na qual novamente seria a grande estrela.
Para os rubro-negros, pouco importa. Eles já haviam ido para casa tendo presenciado o retorno em grande estilo de um jogador com raízes fincadas no clube da Gávea, identificado com a origem simples e vitoriosa da grande maioria dos torcedores daquele que é conhecido como o "Mais querido do Brasil". Não à toa, as milhares de vozes no Maracanã não apenas entoaram o "Favela! Festa na favela", como também adaptaram a letra de um antigo e famoso funk carioca para dar as boas-vindas ao seu Imperador:
"Eu só quero é ser feliz, Andar tranquilamente na favela onde eu nasci, E poder me orgulhar, E ter a consciência que o Flamengo é meu lugar"
Leonardo assume o Milan e diz viver um dia especial na sua carreira
Dirigente assume o clube após a saída do italiano Carlo Ancelotti para o Chelsea. O brasileiro foi confirmado oficialmente no fim de semana
O brasileiro Leonardo foi apresentado nesta segunda-feira como o novo técnico do Milan. Ele, que era diretor do clube e terá a sua primeira experiência como treinador, assinou contrato de dois anos e substituirá o italiano Carlo Ancelotti, que acertou com o Chelsea. - Estou verdadeiramente feliz, é um dia especial e importantíssimo. Sou unido ao Milan com muito afeto. Considero muito importante esta nova aventura da minha vida. Sonhei em ser jogador, mas não treinador, mas estou muito feliz. Estou neste ambiente desde os 12 anos e começar depois de Carlo (Ancelotti) é uma coisa muito importante - disse Leonardo, explicando que "a base de tudo é a humildade, o entusiasmo e a vontade de fazer".
O vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, explicou a contratação e elogiou Ancelotti.
- Escolhemos Leonardo porque achamos que, para ser técnico, é preciso ter primeiro características humanas e de inteligência, mas também técnicas. Com Carlo, foram anos maravilhosos, com os quais se conseguiu cinco troféus internacionais e três italianos. Foi uma relação belíssima, primeiro como jogador e depois oito anos como técnico, uma relação fantástica - disse. Segundo o brasileiro, campeão mundial com a seleção em 1994 e que já passou por times como Flamengo, São Paulo e o próprio Milan, Ancelloti e Galliano foram "as pessoas que mais me incentivaram a aceitar esta função". Já Ancelotti, que ficou a frente do Milan por quase oito temporadas, foi anunciado nesta segunda-feira também como o novo técnico do Chelsea, em substituição ao holandês Guus Hiddink.
PRF apreende 30 kg de maconha em ônibus
Droga estava dentro de duas bolsas de viagem. Suspeito foi preso em flagrante.
Agentes da Polícia Rodoviária Federal apreenderam na noite de sábado (30) 30 kg de maconha na bagagem de um ônibus que viajava rumo ao Rio. Segundo a PRF, a droga pertenceria a um homem, que foi preso no posto de Penedo, no Km 311 da Rodovia Presidente Dutra, durante uma fiscalização de rotina.
Os policiais abordaram o ônibus, que vinha de Mato Grosso do Sul com destino ao Rio, por volta das 18h de sábado. Ao inspecionar o bagageiro do veículo, os agentes encontraram 31 tabletes de maconha dentro de duas bolsas de viagem, com peso total de 30 kg da droga. Com o tíquete da bagagem, os policiais identificaram o passageiro responsável pela bagagem. De acordo com a PRF, o suspeito foi preso em flagrante por tráfico de drogas e a ocorrência foi encaminhada para a 99ª DP (Itatiaia).
Airbus desaparecido mandou mensagem avisando de pane elétrica, diz Air France
Avião com 228 a bordo sumiu dos radares no Atlântico próximo ao Brasil. Voo AF 447, que saiu do Rio rumo a Paris, pode ter sido atingido por raio.
A companhia Air France informou que o Airbus que sumiu sobre o Oceano Atlântico quando ia do Rio de Janeiro a Paris mandou uma mensagem automática às 2h14 GMT desta segunda-feira (23h14 de domingo em Brasília) avisando sobre uma pane elétrica.
O aviso teria sido mandado depois que a aeronave, um Airbus 330-200, atravessou uma área de tempestade, em que enfrentou forte turbulência.
François Brousse, diretor de Comunicação da empresa, disse em Paris que a hipótese "mais provável" é que a aeronave tenha sido atingida por um raio.
O diretor-executivo da Air France, Pierre-Henri Gourgeon, disse que possivelmente se está "diante de uma catástrofe aérea".
O voo AF 447, que levava 216 passageiros e 12 tripulantes, segundo a empresa deveria ter pousado às 6h10 (horário de Brasília) no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Anteriormente, a empresa havia informado sobre a presença de 15 tripulantes.
Entre os 216 passageiros, há um bebê, sete crianças, 82 mulheres e 126 homens . A companhia disse que a aeronave estava em uso desde 2005 e passou por manutenção técnica pela última vez em 16 de abril. Os nomes dos passageiros não foram divulgados ainda.
O comandante, segundo a Air France, tinha 11 mil horas de voo. Os copilotos tinham 3 mil e 6,6 mil.
A Air France colocou à disposição de familiares um telefone que centraliza informações sobre o acidente:
0800 881 2020 para o Brasil 0800 800 812 para a França, e + 33 1 57 02 10 55 para outros países
A Air France confirmou à agência France Presse que "não tinha notícias" do voo. Parentes de passageiros estavam sendo encaminhados para uma área especial do aeroporto Charles de Gaulle.
O voo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III) a 565 km de Natal, informando que entraria no espaço aéreo de Dacar, no Senegal, às 23h20 de Brasília, segundo a Aeronáutica. Às 22h48 (horário de Brasília), quando a aeronave saiu da cobertura do Cindacta, as informações indicavam que a aeronave voava normalmente a 11 quilômetros de altitude e a uma velocidade de 840 quilômetros por hora.
Os controles aéreos civis brasileiro, africano, espanhol e francês tentaram estabelecer contato com o voo, mas não obtiveram sucesso.
A Aeronáutica já começou as buscas pelo avião. Segundo o assessor de imprensa da Aeronáutica, coronel Henry Munhoz, as buscas foram iniciadas ao nascer do sol. “Aeronaves da Força Aérea Brasileira, a partir de Fernando de Noronha, no sentido de Paris, buscam a aeronave desaparecida”, disse Munhoz.
Segundo o coronel, o avião não foi detectado nos radares da Ilha do Sal, que fica no meio do caminho entre Brasil e Europa. “Em consequência disso, a Força Aérea Brasileira foi acionada durante a madrugada para que as buscas fossem iniciadas com o nascer do sol.”
O assessor da Aeronáutica explica que o departamento de controle do espaço aéreo tem uma cobertura que corresponde a três vezes a dimensão do Brasil. Boa parte do Oceano Atlântico está sob a responsabilidade do país, de acordo com tratados internacionais. Portanto, as buscas estão a cargo do país.
Um avião militar francês deixou Dacar, no Senegal, para tentar localizar o avião, informou a embaixada da França naquele país africano.
O ministro francês do Desenvolvimento, Jean-Louis Borloo, disse em entrevista à radio France Info que, infelizmente, deve-se esperar pelo "mais trágico cenário", uma vez que a reserva de combustível do avião já deve ter acabado. Ele também descartou a possibilidade de sequestro e disse que o mais provável é que tenha havido um acidente.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu ao governo que "faça todo o possível" para encontrar pistas do avião, segundo comunicado emitido pelo Palácio do Eliseu. O governo montou uma "célula de crise" no aeroporto para acompanhar o caso.
A Airbus, fabricante do avião, disse que iria esperar mais informações para falar sobre o caso.
General Motors recorre à concordata nos EUA
Montadora receberá mais de US$ 30,1 bilhões em ajuda dos EUA. Governo americano terá 60% da empresa e o canadense terá 12%.
A General Motors acaba de pedir proteção do Capítulo 11 da Lei de Falências norte-americana para garantir a sobrevivência de suas operações. Tribunal de Falências de Nova York confirmou o pedido nesta segunda-feira (1º). Essa é a maior concordata da história da indústria nos Estados Unidos.
O presidente americano, Barack Obama, deve falar às 12h55 (de Brasília) sobre a reestruturação da indústria automobilística. O diretor geral da GM, Fritz Henderson, deve em seguida dar uma entrevista à imprensa, às 13h15 (de Brasília), em Nova York.
Com a concorada, a GM receberá mais de US$ 30,1 bilhões em ajuda do governo dos Estados Unidos, que terá 60% do capital da empresa. No total, a administração norte-americana irá injetar na companhia US$ 50 bilhões, sendo que US$ 20 bilhões já foram liberados, quando a indústria automobilística local pediu ajuda financeira para fugir da falência.
O montante será reforçado por US$ 9,5 bilhões dos governos do Canadá e da província de Ontário, que ficarão com 12% das ações. O fundo de previdência dos funcionários da GM assumirá 17,5% do pacote acionário. Outros 10% ficarão nas mãos dos antigos credores proprietários de obrigações não garantias que aceitaram o plano de reestruturação.
O processo de concordata durará entre 60 e 90 dias e resultará no fechamento de 11 fábricas. De acordo com a General Motors, as operações na China e no Brasil serão mantidas.
Mas em um sinal de progresso no esforço do governo, um juiz de falências aprovou a venda de praticamente todos os ativos da Chrysler para um grupo liderado pela italiana Fiat. A recuperação judicial da Chrysler, também financiada pelo Tesouro norte-americano, era vista como um teste para uma reorganização da GM, que é muito maior e complexa que a da rival.
Sacrifícios compartilhados
- A GM deverá de manter rentável com 10 milhões de veículos vendidos nos Estados Unidos por ano. Até o momento, seu ponto de equilíbrio era uma venda anual de 16 milhões de veículos;
- O sindicato dos trabalhadores do setor automotivo (UAW) fez concessões importantes nos salários e na cobertura de saúde para os seus aposentados;
- Os credores aceitaram trocar os US$ 27,1 bilhões de dólares de dívidas por 10% das ações da nova empresa;
- A GM vai fechar 11 fábricas e interromper a produção em outras três, mas ainda não foram especificadas quais. A criação da Nova GM - O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos vai liberar US$ 30,1 bilhões para ajudar a GM durante a sua reestruturação. Em troca, o governo norte-americano terá 60% do controle acionário da nova sociedade; - O Canadá e a província de Ontário (onde a GM tem várias fábricas) vão desembolsar US$ 9,5 bilhões e receberão 12% das ações; - A nova GM vai criar um fundo encarregado de financiar a cobertura dos planos de saúde dos aposentados. Este fundo contará com 17,5% do capital acionário e recebirá bônus que lhe permitirão adquirir mais 2,5%; - A nova GM terá muito menos dívidas e um balanço de capital que lhe permitirá reinvestir em suas atividades; - A nova empresa vai desenvolver carros compactos e menos poluentes A gestão do governo dos EUA
- O governo norte-americano declarou que não deseja contar com a participação do capital acionário da empresa mais tempo do que o necessário; - O governo não vai interferir na gestão da empresa. As garantias
- A GM continuará honrando as garantias oferecidas aos consumidores que compraram seus automóveis. O processo de reestruturação
- Durante a sua reestruturação a GM funcionará normalmente
Trio elétrico tomba e deixa jogadores e comissão técnica do Sertãozinho feridos
Acidente ocorreu no domingo (31) no interior de SP. Polícia não encontrou irregularidade no veículo.
Neste domingo (31), o trio elétrico onde estavam jogadores, comissão técnica e a diretoria do time do Sertãozinho tombou. Eles comemoravam o retorno à Série A do Campeonato Paulista. Jornalistas também estavam no veículo. O presidente do clube fraturou um osso da perna. O zagueiro Duti precisou passar por uma cirurgia para a retirada do baço. Edson Roberto da Silva, integrante da comissão técnica, também quebrou a perna. A festa começou na entrada da cidade de Sertãozinho, a 333 km de São Paulo. Milhares de pessoas comemoravam a volta do time para a Série A do Campeonato Paulista. Os jogadores festejavam em cima do ônibus. Inicialmente, o veículo freou bruscamente e os jogadores quase caíram. Nada aconteceu. Mas, quando o trio passou por uma rotatória, ele começou a virar para a esquerda e tombou.
Muita gente ficou ferida. Houve correria e pânico. Os jogadores se desesperaram. Foram pelo menos 30 feridos, incluindo torcedores. Por sorte, todas as pessoas caíram antes de o trio tombar completamente. Os feridos foram levados para hospitais da cidade. Peritos da Polícia Civil estiveram no local logo após o acidente. Eles não encontraram nenhuma irregularidade no veículo. A hipótese mais provável é de que havia muita gente em cima do trio no momento em que ele fez a curva. O próprio motorista do trio elétrico admitiu que havia muita gente no momento do acidente. “Tinha mais de 35 pessoas em cima do caminhão. O limite é de, no máximo, 25. Eu avisei, falei antes de sair para a comissão técnica do Sertãozinho. Avisei para levar só os jogadores, só que eles não aceitaram”, disse o motorista José Fernandes. Outras testemunhas também falaram que o veículo estava sobrecarregado. Um dos diretores do time, que estava no trio elétrico, não soube explicar porque tinha tanta gente em cima do trio. “Eu não posso julgar nada agora. Simplesmente nós chegamos, estavam os torcedores, a gente foi no impulso, subiu no caminhão e, de repente, aconteceu. Eu acredito que aconteceu uma tragédia que a gente não esperava“, disse Eduardo Mucci.
Susan Boyle é internada em clínica após final de programa, diz imprensa
Polícia teria sido chamada após cantora agir de maneira estranha no hotel. Susan foi derrotada na final do 'Britain's Got Talent'.
A escocesa Susan Boyle, que saltou à fama após sua participação no programa "Britain's Got Talent", foi internada em uma clínica particular com esgotamento físico e mental, informa a imprensa britânica nesta segunda-feira (1).
Susan teria sido levada neste domingo (31) de ambulância à clínica Priory, em Southgate (norte de Londres), um dia depois da final do programa em que a cantora ficou em segundo lugar.
A equipe do "Britain's Got Talent" teria entrado em contato no domingo com a polícia porque Susan, de 47 anos, agia de maneira estranha no hotel onde estava hospedada.
"Ela foi levada de maneira voluntária de ambulância à clínica. Por pedido dos médicos, a polícia acompanhou", acrescentou a fonte policial.
O grupo musical Diversity, formado por vários adolescentes, foi proclamado vencedor do programa no sábado por votação do público.
Segundo os meios de imprensa britânicos, Susan estava esgotada mentalmente após sua participação do sábado, e os médicos lhe aconselharam um período de descanso para se recuperar.
Criminosos usam bomba para arrombar caixa eletrônico na Zona Leste de SP
A tentativa de assalto ocorreu numa agência na Avenida Ragueb Chohfi. Explosão não foi suficiente para abrir os caixas, mas danificou quatro deles.
Criminosos usaram bombas para tentar arrombar caixas eletrônicos de uma agência da Zona Leste da capital paulista na noite de domingo (31).
Segundo a polícia, os criminosos quebraram uma porta de vidro da agência que fica na Avenida Ragueb Chohfi. Depois, arrombaram o cadeado para entrar na área onde os caixas eletrônicos são abastecidos e usaram bombas para arrombar as máquinas.
A explosão não foi suficiente para abrir os caixas, mas danificou quatro deles. O barulho dos explosivos acionou o alarme e os ladrões fugiram sem levar nada. A polícia foi chamada, mas ninguém foi preso. Também no domingo (31), em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, a polícia encontrou uma van em chamas com um caixa eletrônico dentro, na Estrada da Volta Fria. Um laudo da perícia deve indicar se o equipamento é o mesmo que foi levado durante um assalto a um posto de gasolina de Suzano, também na Grande São Paulo, na última sexta-feira (29).
Exército reforça resgate em área atingida por rompimento de barragem
Governo informa que sete pessoas morreram e duas estão desaparecidas. Governador foi até Cocal para discutir reconstrução da área.
Mais uma equipe do Exército chegou à região de Cocal (PI), onde houve o rompimento da barragem de Algodões. Segundo nota divulgada pelo governo estadual, a equipe, formada por 17 homens do 25º Batalhão de Caçadores e 14 homens do 2º Batalhão de Engenharia e Construção, participa das buscas pelos desaparecidos e no resgate de famílias que ficaram isoladas.
Duas carretas com doações de alimentos chegaram nete domingo à região.
Os bombeiros chegaram a informar que um oitavo corpo foi encontrado, mas, oficialmente, administração estadual informa que sete pessoas morreram e duas estão desaparecidas.
O secretário estadual de Defesa Civil, Fernando Monteiro, disse ao G1 que tiveram que deixar suas casas 600 famílias de Cocal e outras 450 famílias de Buriti dos Lopes (PI). De acordo com ele, todas estão recebendo assistência.
O governador Wellington Dias foi até Cocal neste domingo (31), para discutir um plano de reconstrução das áreas atingidas. O documento, elaborado juntamente com técnicos, será entregue à Secretaria Nacional de Defesa Civil no início desta semana, quando o governador vai a Brasília.
Segundo a assessoria de imprensa, ele disse que pretende discutir com a comunidade a possibilidade de reconstrução da barragem.
Em entrevista neste domingo, Wellington Dias afirmou, segundo a assessoria de comunicação do governo, que o momento não é de procurar culpados, mas de socorrer os atingidos. Ele defendeu, entretanto, uma investigação das causas do rompimento da barragem.
Segundo ele, a Barragem Algodões I foi construída há cerca de dez anos e é primeira vez que recebe um volume de água tão grande. “A parede da barragem não rompeu, o problema foi no sangradouro. É uma situação diferente, porque geralmente a parede quebra e o sangradouro fica. É preciso que se identifique qual foi o problema.”
O governador anunciou que as 770 famílias já cadastradas, que tiveram suas casas destruídas ou danificadas parcialmente, ganharão novas casas. Um helicóptero da Força Aérea continua levando alimentos, remédios e água para vítimas que estão isoladas em vilas.
Ele deu prazo de dez dias para que estradas de acesso às comunidades da zona rural de Cocal e Buriti dos Lopes que permanecem isoladas sejam recuperadas. “Em quinze dias vamos concluir todo o cadastramento das famílias e os projetos para início das obras definitivas nos dois municípios.”
Inundações
A enxurrada provocada pelo rompimento da barragem, na quarta-feira (27), arrastou casas, animais e pessoas. Em menos de uma hora, quase 50 bilhões de litros d'água desapareceram do reservatório.
Plantações inteiras foram destruídas e as casas foram arrastadas pela água. Pelo menos 3 mil pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas, segundo balanço da Defesa Civil. A força da água foi tanta que derrubou 17 postes de energia elétrica. O fornecimento foi suspenso na região.
‘Cachorreiras’ lutam para manter abrigo para cães abandonados
Cães são colocados para doação, mas não há interessados. ‘Há preconceito contra vira-lata e cachorro preto’, dizem.
Vida de ‘cachorreira’ começa recolhendo bichano abandonado na rua – provavelmente estropiado, com aquela cara ‘pidoncha’ e miado agudo e lamentoso - e segue repleta de dificuldades, principalmente as financeiras. Obviamente que a primeira parte da frase não vale como regra, mas, coincidentemente, as duas ‘cachorreiras’ com quem o G1 conversou começaram suas respectivas ‘criações’ recolhendo um gato na rua.
Atualmente, a professora aposentada Vilma Aranaga, de 54 anos e há seis recolhendo animais de rua, tem 166 cachorros, sendo quatro filhotes, e 24 gatos – estes criados dentro da casa em uma chácara de oito mil metros quatros na cidade de São Roque, em São Paulo.
No caso de Renata, o amor pelos bichos foi herança da avó, que, quando ela nem era nascida, já recolhia gatos e levava para casa no Centro de São Paulo. Recolheu tantos que os vizinhos começaram a reclamar. “Daí meus avós decidiram ir embora com os gatos e foram morar nesse sítio, em Mairiporã. Lá, tinha macaco, cavalo, pato, papagaio, tucano. Cresci no meio dos bichos.”
Aos 7 anos, Renata ganhou patos. “Eu dava uma volta com os patos pelas ruas do Paraíso (região da Paulista). Eles seguem as pessoas. Para mim, era normal aquilo”, relata, divertida. E aos 8, claro, recolheu o seu primeiro gato. “Era um gato preto que miava muito de fome”, recorda.
Preconceito
A partir do primeiro, do segundo, do terceiro e outros cães, ganharam fama de ‘cachorreiras’ e as pessoas começaram a abandonar os cachorros em suas portas. Quase todos legítimos vira-latas, menosprezados em tempos de bichinhos adquiridos e tratados em pet shops e de raças exóticas da moda.
Depois de todos os cuidados com o animal, como limpeza, vacina e medicação, Vilma costuma colocar os cachorros do seu abrigo para adoção, mas esbarra no preconceito das pessoas. “Todos estão para adoção, mas há muito preconceito com vira-lata. E com cachorro preto então nem se fala”, explica, inconformada.
Depois de uma má experiência, Renata desistiu de doar os seus “peludinhos”.
“Uma médica me fez desgostar de adoção. Ela sumiu com o cachorro. Depois da adoção, sempre faço um acompanhamento. Eu liguei e ela me disse que deu para a faxineira. Falei com a faxineira e ela me disse que deixou cair na mudança. Daí eu desisti. Agora, só para amigos”, revela.
Mas antes da dificuldade de se encontrar alguém disposto a adotar um cachorro vem a de mantê-los. São despesas com alimentação, veterinário e castração, para evitar que se reproduzam descontroladamente. Para alimentar os seus 166 cães, por exemplo, Vilma gasta três sacos de 25 kg por dia. No final do mês, são cerca de R$ 3.500,00. “Se precisar tirar do orçamento de casa, eu tiro, mas não deixo faltar para eles”, afirma, orgulhosa.
Para mantê-los, Vilma conta com doações. E para que os interessados em ajudá-la neste trabalho possam fazer contato, ela disponibiliza um endereço de e-mail (vilma_aranaga@yahoo.com.br ) e até mantém uma página do abrigo para cães no site de relacionamento orkut.
Renata, por sua vez, recebe ajuda de um distribuidor de ração, além do apoio de veterinários amigos, mas as despesas entre caseiro do sítio, remédios e veterinário, consomem entre R$ 3 mil a R$ 4 mil. E, claro, se desdobra em várias para manter o bem-estar dos cães. “Vou buscar a ração. Acompanho a castração. Levo no veterinário. Mas estou tendo de me conter para não recolher mais animais por uma questão financeira”, lamenta.
Apesar das dificuldades, em momento algum as ‘cachorreiras’ esboçam qualquer suspiro de arrependimento. “Por que eu gosto tanto de animais? Gente, você dá, dá, dá, e de vez em quando recebe algo em troca. E mesmo assim vem uma lambada de vez em quando. Cachorro, você dá, já recebe”, justifica Vilma.
O argumento é parecido com o de Renata. “É uma coisa meio poética. Bicho é mil vezes melhor que ser humano. Não roubam, não matam, não estupram. Não existe animal ruim; existem pessoas que transformam os animais em seres agressivos”, explica. Em resumo, vida de ‘cachorreira’ não é fácil, mas vale a pena. Pois, se não há reconhecimento por parte das pessoas, os cães e gatos, com certeza, agradecem. E muito.
Reservas de Rondônia perderam 178 km² de florestas em 2008, aponta Sipam
Área corresponde a cerca de dez vezes a Ilha de Fernando de Noronha. Floresta Nacional do Bom Futuro foi local mais devastado.
A transformação de florestas em parques, reservas e terras indígenas não oferece proteção total a esses lugares. Um estudo realizado pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) revela que, em 2008, as reservas do estado de Rondônia perderam 178,5 km² de cobertura vegetal. A área corresponde a cerca de dez vezes o tamanho da Ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco.
O número de reservas não é problema em Rondônia. O estado acumula 41 unidades de conservação estaduais, 14 federais e 20 terras indígenas. Juntas, essas áreas somam 103 mil km², área maior que o dobro do estado do Rio de Janeiro. A proteção desses locais, contudo, deixa a desejar. Em 2008, a Floresta Nacional do Bom Futuro, que fica próxima à capital do estado, sofreu um desmatamento de 9,3 quilômetros quadrados. Somada toda a floresta que já foi derrubada lá ao longo da história, descobre-se que 28% da área de mata da reserva foi embora sobre caminhões de madeira ou nos fornos de carvão.
Megaoperação
Desde o início de maio, um batalhão de agentes do Ibama, Instituto Chico Mendes (ICMBio), Polícia Militar Ambiental, Exército e Incra ocupa a Floresta do Bom Futuro. A ação é considerada a maior operação ambiental já realizada no Brasil, e tem como objetivo tirar da área as cerca de 35 mil cabeças de gado cridas ilegalmente. No início, o Ibama anunciou que iria desocupar o local, que abriga cerca de 3 mil pessoas, segundo cálculos do próprio governo. Recentemente, contudo, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, declarou que a saída dos moradores será negociada, e um documento publicado pelo Ibama informa que nenhuma família será expulsa do local. Um dos planos do Ministério do Meio Ambiente para o lugar é dividir a área em duas reservas distintas. A região devastada seria transformada em Área de Preservação Ambiental, um tipo de reserva que permite a exploração dos recursos naturais. Na região que ainda está preservada, a ideia seria implantar uma unidade de proteção integral, onde é proibida a ocupação humana.
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