CENTRO DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA COMEÇA ANO LETIVO COM 497 NOVOS ALUNOS | Rio das Ostras Jornal

CENTRO DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA COMEÇA ANO LETIVO COM 497 NOVOS ALUNOS

CENTRO DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA COMEÇA ANO LETIVO COM 497 NOVOS ALUNOS

 

O Centro Municipal de Formação Artística da Fundação Rio das Ostras de Cultura.

Inicia o ano letivo no dia 3 de março com 497 novas matrículas, totalizando 1.454 alunos.

O quadro de horários das aulas estará afixado na sede do Centro de Formação, localizado na Praça José Pereira Câmara, s/nº, na última semana de fevereiro, após o carnaval.

Participaram do processo seletivo 1.135 candidatos, que disputaram a 73 vagas no curso de dança, 180, no de teatro e 244, no de música. FONTE: Secretaria de Comunicação Social

NOVO PROCESSO SELETIVO DO PRÉ-VESTIBULAR GRATUITO

Prefeitura realiza novo processo seletivo para preencher vagas do pré-vestibular gratuito.

Podem fazer o cadastro estudantes da rede pública de ensino.

O grande número de participantes do processo seletivo para o curso de Pré-Vestibular Social, uma parceria das secretarias de Ciência e Tecnologia e Educação de Rio das Ostras, levou a ampliação do número de vagas de 120 para 270. Para preencher as vagas ainda disponíveis e criar um cadastro de reserva será realizada uma nova prova de seleção e os interessados devem se inscrever até segunda-feira, dia 2, pelo  site www.riodasostras.rj.gov.br.        Para participar do processo seletivo, o candidato precisa ter completado o Ensino Médio ou estar cursando o último ano em 2009 na rede pública de ensino e residir no município. O curso de pré-vestibular gratuito será noturno e tem duração de um ano. A prova acontece na próxima terça-feira, dia 3,  das 9h às 13h, na Escola Municipal Vereador Pedro Moreira, na Extensão do Bosque.        As questões da prova abrangem o conteúdo básico do Ensino Médio das disciplinas Português, História Geral e do Brasil, Geografia, Matemática, Física, Química e Biologia.        Cadastro de reserva - Serão convocados para a pré-matrícula todos os aprovados, que obtiverem nota igual ou superior a 50 pontos. Os candidatos que ficarem no cadastro de reservas somente serão convocados no caso de haver vagas disponíveis por desistência, evasão ou se o aluno matriculado não tiver a frequência mínima de 75% em cada disciplina.  Os documentos necessários para pré-matrícula são CPF, carteira de identidade, comprovante de residência e certificado de estar cursando ou de conclusão do Ensino Médio na rede pública. FONTE: Secretaria de Comunicação Social

PROFESSORES RIOSTRENSES SE PREPARAM PARA RECEBER 20 MIL ALUNOS NA REDE MUNICIPAL

Palestras sobre dependência química são realizadas na abertura do ano letivo

Cerca de 1,4 mil professores da escolas municipais de Rio das Ostras participam nas próximas quinta e sexta-feira, dias 5 e 6, da Abertura do Ano Letivo 2009 no Ginásio Poliesportivo do Colégio Professora América Abdalla, em Nova Esperança. Durante o evento, os educadores vão assistir a palestras sobre medidas sócio-educativas e dependência química. As aulas começam na segunda-feira, 9, para aproximadamente 20 mil alunos, dos quais 2,6 mil são novos na rede pública.

"Queremos orientar os professores a conduzir da melhor forma os estudantes que apresentam distorção de comportamento e, ao mesmo tempo, ajudar na prevenção do uso de drogas. Sabemos que especialmente o consumo de crack, uma droga perigosa que tem custo menor e vicia em menos tempo, está crescendo no interior do Estado do Rio e os educadores devem conhecer seus riscos para alertar os alunos", explica a secretária de Educação, Maria Lina Paixão.

Com início previsto para às 9h da quinta-feira, a Abertura do Ano Letivo começa com a palestra "A Municipalização das Medidas Sócio-Educativas", que será ministrada às 10h pelo Juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude de Cabo Frio, Carlos Sérgio Saraiva. Em seguida, haverá um momento para respostas às perguntas dos educadores.

O evento prossegue à tarde com as seguintes palestras: "Jovens Empreendedores, Primeiros Passos", às 13h, com Marília Faria, do Sebrae; "Um Olhar sobre a Dependência Química", às 14h, com Geysa Müller, coordenadora do Programa de Saúde Mental de Rio das Ostras; "Uso de Substâncias, Questões da Atualidade", às 15h, com Maria Aparecida Tavares, psicóloga especialista em dependência química; "Prevenção em Dependência Química, um grande desafio", às 16, com Georgina Xavier, terapeuta ocupacional.

Na sexta-feira, às 9h, haverá o lançamento do Referencial Curricular de Rio das Ostras, seguido pela mesa-redonda "Um Novo Olhar sobre a Sala de Aula", com as educadoras Georgina Martins, Luciana Andrade e Maria Cristina Chagas e a mediação de Cezar de Santa Ana, da Equipe de Apoio Pedagógico dos Anos Finais da Secretaria Municipal de Educação.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social

De olho na final de 2014, Rio explora a beleza natural e a história do Maracanã

Visita da comitiva da Fifa teve voo de helicóptero pelo Cristo Redentor e pela praia de Copacabana e demorou mais do que o estipulado

De olho na final da Copa do Mundo de 2014, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes se reuniram neste domingo, no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, com a comitiva da Fifa que está no país para conhecer os projetos das 17 cidades candidatas para ser sede do Mundial.

Além de buscar garantir recursos e mostrar que pode cumprir todas as exigências técnicas cobradas pela Fifa, o Rio de Janeiro também explorou dois outros fatores: a história e a tradição do Maracanã, palco da final de 1950, e a beleza natural da cidade, conhecida mundialmente.

 

A previsão do governador Sérgio Cabral é que o Rio de Janeiro precise de um investimento de R$ 10 bilhões em infraestrutura para se preparar para o evento. Parte desse dinheiro vai vir do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que será criado pelo Governo Federal para a Copa do Mundo. Além disso, o governador assinou neste domingo um decreto estadual para incluir o projeto de revitalização do Maracanã no plano de parcerias público-privadas.  - O Rio de Janeiro cumpriu todas as exigências. Mas vale lembrar algo. O que a Fifa vai decidir no dia 20 de março são as 12 cidades sedes. Não vai decidir agora o palco de abertura nem o local da final. Isso só é decidido no decorrer do processo - disse o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

 

A visita neste domingo ao Rio de Janeiro quebrou um pouco o protocolo. Uma apresentação do grupo "Intrépida Trupe" aconteceu no gramado do Palácio da Cidade. E o voo de helicóptero demorou mais do que os 30 minutos estipulados para todas as cidades. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, se defendeu com bom-humor e disse ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que não teve culpa pelo episódio.  - Estava cumprindo o horário. Mas vocês sabem como é difícil sobrevoar todas as belezas naturais do Rio de Janeiro. A gente passou pelo Maracanã e eles (representantes da Fifa) pediram para diminuir a velocidade, no Pão de Açúcar pediram para diminuir ainda mais. E na praia de Copacabana quase paramos. Aí quando íamos pousar na Lagoa, eles olharam para o Cristo Redentor e pediram para passar por lá. Não teve jeito. Sei como a cidade do Rio de Janeiro é bonita. O presidente (da CBF) Ricardo Teixeira até me disse que isso é concorrência desleal com as outras cidades, mas elas que me perdoem, mas beleza é fundamental (risos) - disse Eduardo Paes.   A coletiva marcada para às 14h30min no Palácio da Cidade aconteceu com 2h20min de atraso em uma sala apertada em que os jornalistas tinham dificuldade para trabalhar. Mas teve a presença ilustre do  presidente de honra da Fifa, João Havelange. Em 2014, ele vai ter 98 anos. Carioca, ele espera ver a final de mais uma Copa do Mundo na cidade.

 

- Como nasci nesta cidade e sou o presidente de honra da Fifa sinto-me feliz por participar deste momento. A apresentação foi muito boa e agradou a comitiva. Receber novamente a Copa do Mundo é uma grande honra para o Brasil. Espero que seja um sucesso e que seja um presente do Brasil para o mundo - disse Havelange.

 

Nesta segunda a comitiva visita Belo Horizonte e Brasília

 

Para se adequar às exigências da Fifa, o Maracanã vai fechar as portas por, no mínimo, dois anos. No período de obras nenhum jogo será realizado no estádio. Ainda não há uma data para o fechamento. Mas pelo cronograma da Fifa as obras nos estádios que vão receber os jogos precisam começar em janeiro de 2010. Mas é possível que isso aconteça antes, ainda este ano. E o "novo Maracanã" precisa estar pronto até dezembro de 2012.  Entre as obras estão a cobertura do estádio evitando que torcedores peguem chuva. Ela será erguida de forma a não interferir na fachada do estádio, que é tombada pelo Patrimônio Histórico. O projeto deverá custar a metade dos R$ 400 milhões orçados para a reforma do Maracanã. Novos camarotes e áreas de imprensa serão construídos. O Governo do Rio também estuda uma forma de cumprir a exigência da Fifa de que o período máximo de evacuação do estádio seja de oito minutos.   A secretária estadual de Turismo, Esportes e Lazer do Rio de Janeiro, Márcia Lins, está confiante de que a final da Copa do Mundo seja confirmada no estádio. Estamos fazendo todas as adequações exigidas pela Fifa para receber a final da Copa do Mundo. Não posso ser arrogante em falar que ela será no Rio de Janeiro já que isso não foi decidido ainda. Mas posso garantir que estaremos prontos para isso - disse.

Para a abertura do Mundial, a Fifa exige que o estádio tenha a capacidade para 75 mil. Para a final, a capacidade aumenta para 80 mil. O projeto de reforma do Maracanã foi entregue neste domingo aos três representantes da Fifa que estão no Brasil para preparar o relatório técnico sobre as cidades: Thierry Weil, diretor de marketing, Dick Wiles, co-chairman da empresa Match, e Fulvio Danilas gerente da Fifa e responsável pelo projeto Copa do Mundo FIFA Brasil 2014. Além deles, a comitiva tem a presença de representantes do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014: o presidente de CBF, Ricardo Teixeira, Joana Havelange, Rodrigo Paiva, Mário Rosa, Carlos Geraldo Langoni, Alexandre Silveira e Carlos de La Corte (consultor de estádios). 

Nesta segunda-feira, a comitiva segue o roteiro pelas 17 cidades brasileiras. Os representantes da Fifa ainda vão visitar Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Campo Grande, Cuiabá, Rio Branco, Manaus, Belém, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza.

Fonte: www.globoesporte.com

Federação Paraguaia suspende todas as atividades no Defensores del Chaco

Parte da arquibancada do estádio despencou neste domingo em Assunção

Juan Ángel Napout, presidente da Federação Paraguaia de Futebol, anunciou a suspensão de todas as atividades esportivas no estádio Defensores del Chaco, em Assunção. Neste domingo, durante uma partida pelo Torneio Interligas, parte da arquibancada cedeu, deixando dois policiais mortos e cinco feridos. 

Enquanto eu for presidente, não se joga mais neste estádio, até que ele seja revisado por profissionais e aprovado numa nova inspeção da Fifa - disse o dirigente ao Canal 13, do Paraguai.  Napout, que chegou no Defensores del Chaco imediatamente após o trágico acontecimento, disse que agora o órgão que dirige o futebol paraguaio terá que "começar do zero" em relação às reformas necessárias para que o estádio possa ser novamente utilizado.  Custe o que custar, nós vamos fazer um estudo para reabilitar o nosso estádio - assegurou.  Com isso, o estádio não será utilizado na Taça Libertadores da América, na qual estão Libertad, Guaraní e Nacional como representantes do país, e nem nas eliminatórias para a Copa 2010. No entanto, o próximo compromisso paraguaio na disputa pela vaga no Mundial será apenas no dia 6 de junho contra o Chile, o que lhe dá bastante tempo para recuperar seu principal estádio até lá. 

 

Fonte: www.globoesporte.com

 

Rio das Ostras terá voluntários cubanos na saúde

RIO DAS OSTRAS

O prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Carvalho Balthazar, se reuniu nesta terça-feira, dia 27, com o diretor do Ministério da Saúde e Relações Internacionais de Cuba, Nestor Maremón, para discutir a possibilidade de intercâmbios de Rio das Ostras com o governo cubano. O encontro teve ainda a participação do representante da Universidade de Cien Fuegos, Cícero Marcolino, com quem Carlos Augusto está organizando a vinda de um grupo de voluntários a Rio das Ostras para atuação na área de saúde básica.  Na reunião, o prefeito também foi convidado para conhecer algumas unidades médicas em Havana, que são consideradas referência em todo o mundo, como os centros de tratamento para o vitiligo e para a retinose pigmentar.  Esta é uma experiência que vem dando certo em outros lugares do Brasil e pretendo trazê-la para Rio das Ostras com o apoio do governo cubano e do Ministério da Saúde de nosso país, disse o prefeito. 

Promoção de Saúde – Os voluntários da saúde fazem parte da Brigada da Solidariedade, ligada à Universidade de Cien Fuegos. É formada por brasileiros que estudam medicina em Cuba e contam com o incentivo do governo daquele país, para promover a mobilidade social e colaborar para a melhoria da saúde básica no Brasil.  Nós nos colocamos à disposição de Rio das Ostras por duas semanas para auxiliar a cidade no levantamento epidemiológico, geográfico e na vigilância sanitária, explicou Cícero Marcolino, integrante da Brigada.  Também participaram da reunião a subsecretária de Saúde, Vilma Lima, o diretor do Hospital Municipal, Percival Machado, a assessora responsável pelos programas de Saúde, Therezinha Loureiro, além da secretária de Bem-Estar Social, Márcia Almeida.

Fonte : www.serralitoral.com

Prefeitura trabalha no socorro aos atingidos pelas chuvas

RIO DAS OSTRAS

Assim como outros municípios do Estado do Rio de Janeiro, Rio das Ostras sofreu as consequências das fortes chuvas dos últimos dias. Além do trabalho contínuo em infra-estrutura e meio ambiente, a Prefeitura está realizando ações de emergência para atender a quem teve prejuízos com as enchentes.Equipes da Secretaria de Serviços Públicos estão no Âncora e Vilage retirando lama das casas. Em Rocha Leão, nesta semana, já foram removidas 750 toneladas de lama, o que corres-ponde a mais de 30 caminhões de detritos.A Secretaria de Saúde acionou o departamento de saneamento para retirada de água das casas, de quintais, esvaziamento de cisternas com água das chuvas e orientação aos moradores de como desinfetar os reservatórios atingidos. O saneamento tem atendido a uma média de 30 famílias por dia. 

Soluções –

Em reunião com representantes da comunidade, dia 26, o prefeito em exercício, Benedito Wilton de Morais, o Broder, e parte do secretariado debateram soluções definitivas para o problema das enchentes. 

Participaram do encontro os secretários de Obras, Paulo César Medeiros, de Serviços Públicos, Nilton Teixeira e Ivan Noé e Dorian Teixeira, representando os secretários de Meio Ambiente e Bem-Estar Social respecti-vamente, além de técnicos da Prefeitura, que ouviram e esclareceram a população.  Eu perdi meus móveis e roupas, estou triste. Mas, eu já consegui apoio da Prefeitura outras vezes, temos água... cheque cidadão... Acredito que teremos uma solução definitiva, disse a aposentada Cenira dos Santos, moradora do Vilage, que vive há sete anos no município.  Como resultado do encontro, foi proposta a criação de uma comissão permanente, reunindo Prefeitura e líderes comunitários para debate e viabilização de soluções para o problema das enchentes.

 

Fonte : www.serralitoral.com

 

Moradores recebem carnês de IPTU 2009

RIO DAS OSTRAS

Os moradores de Rio das Ostras já começaram a receber os carnês do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de 2009. Os contribuintes podem optar pelo pagamento em cota única com 10% de desconto, até 12 de fevereiro. Importante lembrar que os contribuintes que estão em débito com o município podem parcelar sua dívida e o pagamento possibilita a suspensão do processo de cobrança judicial. Os moradores estão recebendo os carnês pelo Correio. Nas localidades onde não existe a distribuição de correspondência, a entrega é realizada por uma empresa particular. Os contribuintes que não receberem os carnês devem procurar a Secretaria de Fazenda. A guia do imposto também pode ser obtida por meio do Sistema de Prefeitura Eletrônica (SPE), disponível no site www.riodasostras.rj.gov.br. 

Para quem fizer o pagamento da cota única até o dia 12 de março de 2009, o desconto será de 8%. O desconto é de 6% para pagar até 13 de abril. O pagamento poderá ser feito em até cinco vezes, com a primeira vencendo no dia 14 de maio e a última no dia 10 de setembro de 2009.  O ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) pode ser pago em cota única até 12 de fevereiro de 2009. O pagamento também pode ser feito trimestralmente, com a primeira parcela vencendo em 12 de fevereiro. A Taxa de Fiscalização de Localização, Controle e Vigilância (Alvará) pode ser paga com desconto de 50% até 12 de fevereiro. O prazo final, sem desconto, para o pagamento dessa taxa é 12 de março.

Tributos em atraso – O contribuinte que está em débito com o município deve ficar atento. Por disposição da Lei de Execuções Fiscais, os tributos em atraso constituem dívida ativa e, nesse caso, são cobrados na justiça. Mesmo nessa situação, o contribuinte pode dividir o débito, em parcelas mínimas de R$ 60, com a primeira parcela de 10% correspondente ao valor da dívida, o que acarreta a suspensão do processo.  A providência é válida para débitos dos exercícios anteriores a 2005, inclusive. Os contribuintes também podem parcelar os débitos dos exercícios de 2006 até 2008, diretamente no atendimento da Secretaria de Fazenda, que fica na Rua Maria Letícia, 65, Centro.

Fórum Social Mundial alertou o mundo sobre crise financeira

 

As oito edições do Fórum Social Mundial (FSM) “avisaram” o mundo sobre o colapso do modelo econômico que gerou a crise financeira internacional que os mercados vivem atualmente. A avaliação é de Oded Grajew , um dos idealizadores do FSM, emitida na entrevista coletiva concedida em Belém, no dia 27. Até este domingo, a capital paraense sedia a megareunião. 

Grajew rebateu as críticas de que o FSM é uma instância de reclamação, que não propõe soluções. Segundo ele, as alternativas foram apontadas ao longo dos anos, mas não tiveram repercussão entre os responsáveis pelas políticas públicas e pelos investimentos mundiais. “Diziam que os recursos eram limitados. Agora na crise, de repente, apareceram trilhões de dólares para socorrer montadoras, bancos e empresas falidas e que poderiam ter sido usados para combater a pobreza, melhorar saúde, a educação”, argumentou.  Na avaliação de Grajew, o dinheiro repassado até agora a empresas e instituições financeiras para amortecer os impactos da crise seria “mais que suficientes” para combater a fome, a pobreza e melhorar o acesso à saúde e à educação no planeta. O ativista atribuiu parte da falta de visibilidade para as propostas do Fórum à cobertura da imprensa, que, segundo ele, tenta “folclorizar” a reunião.  A representante do Fórum Social Europeu, a italiana Rafaela Bolini, lembrou que nas primeiras edições do megaevento os movimentos sociais e organizações da sociedade civil que “denunciavam a globalização neoliberal e o mercado capitalista” sofreram criminalização e até repressão política. “E a denúncia era verdade. A denúncia dos perigos para a humanidade, para o planeta e para a natureza era verdadeira. E estamos aqui porque essa realidade precisa ganhar visibilidade”, enfatizou Rafaela. Um dos desafios do FSM, segundo Rafaela, é evitar a fragmentação e construir propostas e alternativas à crise. “A solução para esta crise não será real se vier dos mesmos que a criaram”, avaliou.  “A construção de um novo mundo vai estar em nossa mãos, cabe a nós construí-lo. Temos um desafio monumental pela frente. Nosso desafio é repensar o desenvolvimento, mas com direito à esperança, à ousadia, à utopia”, acrescentou o sociólogo Cândido Grzybovski, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e também membro do Conselho Internacional do Fórum.

Sustentabilidade pode ser modelo para a economia pós crise global

Diante de um público atônito, que busca referenciais para pensar e construir alternativas para as empresas e organizações, que ajudem a superar ou, ao menos, minimizar os impactos da crise internacional, economistas reunidos pelo Instituto Ethos para o debate “Perspectivas da Crise Econômica no Brasil” alinhavaram uma série de idéias. Mas, mostraram que ninguém tem, ainda, uma visão clara e sistêmica do desarranjo econômico que varre o planeta.  Mediado pela jornalista Miriam Leitão, o debate reuniu José Eli da Veiga, professor titular do departamento de economia da FEA-USP, John Welch, economista-global do Banco Itaú, Sérgio Besserman Vianna, professor da PUC-RJ, e João Carlos Ferraz, diretor de planejamento e especialista em crise do BNDES. A iniciativa do Ethos mostrou o quanto é importante debater, uma vez que não há consenso sobre os caminhos, nem mesmo em relação ao tamanho e alcance da crise. Para o economista José Eli da Veiga os efeitos desta crise vão muito além de um simples desarranjo dos mercados. Ele vê a necessidade de transformações profundas nas economias para se iniciar a recuperação. “Os mecanismos tradicionais para superar crises não vão dar resultados”, disse.  Comparou esta com a crise dos anos 30, que só foi superada com o advento da II Guerra Mundial e disse que o mundo tem de tomar cuidado para não se cair em uma nova confrontação global como forma de remediar os danos desta crise. “Certamente a saída está em investimentos pesados em ciência e tecnologia, além de mudanças profundas nos fundamentos econômicos”, explica. Isto inclui a transição para uma economia de baixo carbono e, também, uma radical mudança na contabilidade dos países para definir o que é riqueza.

Sem paliativos

O economista Sergio Besserman, que atua na PUC-RJ mas também pertence aos quadros do BNDES, também acredita que vivemos um momento de inflexão da história. “Nada será como antes”, diz ele. Besserman explica que nos últimos 20 anos o mundo vive a mesma crise e que acabaram os paliativos para aliviá-la. “Em 1987 a crise foi contida pela incorporação da Rússia e do Leste Europeu aos mercados, depois em 1990 a Internet teve o papel de expandir os horizontes dos investimentos. Em 2000 foi a incorporação da China e da Índia, mas não há nada neste momento que consiga manter o consumo nos EUA entre 6% e 7% acima do que permite seus próprios fundamentos econômicos." Entre os palestrantes pareceu haver um consenso que antes só freqüentava mesas de ONGs e de militantes da esquerda: “É uma insensatez acreditar que o mercado é capaz de se autoregular”. Besserman alerta que valores como ética e sustentabilidade são externos ao mercado e precisam ser impostos a ele. Outro problema a ser enfrentado, segundo o professor da PUC, é a questão da moeda. Os valores relativos estão em crise e a reconstrução da credibilidade monetária é um desafio importante. Representando o BNDES e as políticas públicas do governo brasileiro para manter a atividade econômica, o economista João Carlos Ferraz vê a crise com diferentes intensidades e impactos distintos entre países, setores e empresas. Para ele nunca foi tão importante pensar e estimular a busca por inovação. E incitou a comunidade Ethos a manter modelos de gestão que tenham a transparência e a sustentabilidade como foco. No entanto fez um alerta importante: “Há mais doutores em uma Instituição como a Fiocruz do que em todo o setor privado brasileiro”. Isso foi apontado pela mesa como um indicador de fragilidade. As empresas não estão investindo em ciência, disse. Para ele a inovação corre riscos em tempos de crise porque os gestores tendem a ser conservadores nas decisões de investimentos. “Se não sei para que serve ainda, porque vou gastar dinheiro nisso”, explica.

Gestão sustentável

O BNDES vai manter os planos de investimentos em infraestrutura, inclusive nas usinas termoelétricas que estão planejadas. E João Carlos Ferraz explica que a sustentabilidade é parte do eixo dos investimentos. Para ele as empresas tendem a ficar mais magras e produtivas, “e isso pode diminuir o espaço para os ecodelinquêntes”, diz. Outro ponto que destacou é que poderá haver mais fusões e aquisições entre empresas e a chance de criação de novos nichos de negócios. Ele vê, também, uma possibilidade concreta de crescimento no que chamou de “empreendedorismo defensivo”, que é quando a sociedade tenta compensar a falta de atividades formais com a criação de novos negócios, formais e informais. Ferraz alerta que o momento é, também, de sair do estágio do “marketing da governança”, para uma governança substantiva, uma vez que pode haver menos demanda externa por boas práticas e as empresas devem incorporar a gestão sustentável em seu DNA.  O economista global do Itaú, John Welch, explicou como elementos que supostamente buscavam a regulamentação do sistema financeiro dos Estados Unidos abriram as brechas que possibilitaram e expansão da crise por todos os mercados. Por isso ele alerta que é preciso olhar a regulamentação não apenas vendo os erros do passado, mas imaginando as necessidades do mercado financeiro do futuro. “O mundo está passando por transformações e há sinais de mudanças por todos os lados”, disse. E esta economia que emergirá da crise terá de ser mais sóbria em seus gastos do que o que havia antes. Ele alertou, também, para a existência de uma tendência de protecionismo crescente nos mercados mundiais. Menos carbono, mais eficiência energética e buscar soluções para o aquecimento global são as mensagens mais claras deste encontro. A jornalista Miriam Leitão lembrou que se os países estão em estágios diferentes em relação ao desenvolvimento, não se pode buscar consensos nas ações. E brincou: “Como no samba, se a China não quiser ir, eu vou só”, disse referindo-se a Brasil, EUA e Europa em relação às medidas de mitigação das mudanças climáticas.                        Pensar e trabalhar mais

O Instituto Ethos está em uma linha de trabalho voltada para a reflexão e ação para oferecer modelos alternativos para as empresas. Segundo Ricardo Young, presidente da organização, a idéia deste encontro com economistas foi fomentar o debate e plantar sementes de conhecimento que podem ajudar a inovar. “Vamos fazer mais”, disse. Ele explicou que vai abrir para o público uma série de atividades que estavam programadas apenas para os colaboradores do Ethos.  Young lembrou que é um bom momento para colocar a sustentabilidade, os novos paradigmas de produção e consumo, menos impactantes ambientalmente, socialmente mais responsáveis e economicamente menos predatórios como alternativa viável para a retomada do desenvolvimento. E disse que o Instituto Ethos vai trabalhar para estimular a inovação e a transformação criativa da economia, de forma a incorporar a parte da humanidade que nunca conseguiu acesso aos benefícios da sociedade de consumo.

*Fontes: FSM e Instituto Ethos

www.odebateon.com.br

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