Petrolífera vai a julgamento três anos após vazamento de óleo nos EUA | Rio das Ostras Jornal

Petrolífera vai a julgamento três anos após vazamento de óleo nos EUA

Desastre ambiental custou até agora US$ 37 bilhões à empresa BP.
Derramamento de petróleo em 2010 afetou litoral de 5 estados dos EUA.


Quase três anos após uma explosão no mar que deixou 11 mortos, afundou uma plataforma petrolífera e derramou 4 milhões de barris de petróleo no Golfo do México, a BP e as outras empresas envolvidas no vazamento vão a julgamento nesta segunda-feira (25).

A decisão sobre o pior vazamento de petróleo já registrado nos EUA começa em Nova Orleans com um juiz federal, mas sem júri. Poucos esperam que o caso, que deve se desenrolar por vários meses, seja decidido pelo juiz.

Os esforços para selar um acordo no último fim de semana não deram resultado. Analistas jurídicos esperam que haja um acordo, ao menos com o Departamento de Justiça dos EUA, nos próximos meses.

O início do julgamento inicial deve definir o tom para as negociações do acordo, dependendo de quão prejudicial forem as evidências apresentadas, dizem os especialistas.

Além da BP, o juiz Carl Barbier deve receber na sala de audiências os representantes das empresas Halliburton e Transocean. Contra elas estão o Departamento de Justiça, alguns estados da Costa do Golfo e outros que entraram na Justiça.

A BP tem um histórico de resolver casos de processos civis antes ou durante o julgamento. Quatro ações judiciais sobre a explosão de 2005 em uma refinaria de Texas City, que matou 15 pessoas, foram todos encerrados com acordos. Os pagamentos somaram US$ 3,1 bilhões. A BP vendeu a refinaria.

Os riscos são maiores desta vez, no entanto. A explosão e o vazamento no poço de Macondo, em 20 de abril de 2010, afetou o litoral de cinco estados, provocou a proibição da extração de petróleo e gás por seis meses no Golfo do México e prejudicou os negócios de pescadores e hoteleiros, dentre outros.

A BP já gastou ou se comprometeu com um total US$ 37 bilhões em limpeza, restauração, pagamentos e acordos. Isso inclui US$ 8,5 bilhões para a maioria dos requerentes, um recorde de US$ 4,5 bilhões em multas.

A empresa vendeu US$ 38 bilhões em ativos para ajudar a cobrir os custos relacionados com o derramamento, incluindo as suas menores e mais antigas operações no Golfo do México.

No entanto, a empresa pode ser obrigada a pagar dezenas de bilhões de dólares a mais, dependendo se o governo dos EUA e os estados requerentes do Golfo convencerem o juiz Barbier de que a BP foi negligente.
Postar no Google +

About Redação

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!

Publicidade