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| Deficientes físicos sofrem com falta de acessos adequados em Petrópolis. |
Portadores de deficiências em Petrópolis,
Região Serrana do Rio de Janeiro, estão há dois meses sem transporte para fazer
o tratamento. As vans da prefeitura atendia a 25 pessoas, um número reduzido
diante da real necessidade da cidade. Mas a falta deste atendimento deixa a
situação ainda mais difícil. Muitos precisam de fisioterapia e não conseguem
chegar às clínicas.
Suzana
Vieira tem 12 anos e paralisia mental. Os pais têm que descer a menina, que
pesa 48 kg, até a beira da rua, no bairro Alcobacinha. No local não passa
ônibus e, há dois meses, Suzana está sem fazer qualquer tipo de tratamento,
pois o contrato com a empresa que fazia o transporte não teria sido renovado.
Segundo o
último censo do IBGE, em Petrópolis, existem cerca de 70 mil pessoas com algum
tipo de deficiência e a locomoção é um problema para muitas delas. De acordo
com a Associação Pró-Deficiente, existe uma fila de espera de 500 pessoas que
precisam de auxílio-transporte na cidade.
A
Defensoria Pública afirmou que os portadores de qualquer tipo de deficiência
tem direito à gratuidade nos transportes públicos ou contar com outras
formas de transporte para fazer tratamentos de saúde.
A
Secretaria de Saúde de Petrópolis informou que a empresa que prestava o serviço
de transporte para tratamento dos pacientes era terceirizada. Disse, ainda, que
está fazendo o recadastramento de todos os pacientes que precisam do transporte
para avaliar a atual situação e restabelecer o mais rápido possível a
normalidade do serviço.

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