Índice de obesidade praticamente dobrou na população adulta feminina, já para os homens, este percentual chegou a quadruplicar, afirma especialista.
Brasileiros
considerados obesos (com IMC maior ou igual a 30) comem menos da metade da
quantidade adequada de carotenóides. O apontamento é resultado de uma pesquisa
realizada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – Esalq da
Universidade de São Paulo, em Piracicaba.
A
pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE em
parceria com o Ministério da Saúde, indica que a média de consumo nacional foi
de 4.117 microgramas por dia. No entanto, os níveis considerados adequados de
ingestão diária são de 9.000 até 18.000 microgramas.
Segundo
os pesquisadores, para suprir o valor indicado de carotenóides bastaria comer
um prato de salada de agrião, brócolis e cenoura e, como sobremesa, escolher
uma fruta como manga ou pêssego. Porém, eles dizem que o melhor modo de manter
os índices dentro do nível esperado é incluir estes alimentos nas refeições
realizadas fora de casa.
A
pesquisa teve que abrangência nacional possui o objetivo de analisar e conhecer
o consumo de carotenóides de acordo com região, sexo, faixa etária, escolaridade
e Índice de Massa Corporal – IMC. Foram analisados 34.003 casos de pessoas a
partir de 10 anos de idade em todo Brasil. As informações foram obtidas por
meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF entre os anos de 2008-2009.
Segundo
o mestre em ciência e tecnologia de alimentos Rodrigo Danta Amâncio, o país se
encontra em um período de transição nutricional. Nesta fase, os problemas de
sobrepeso coexistem com a inanição e problemas envolvendo à desnutrição. “Em
2008 e 2009, os índices de déficit de peso reduziram drasticamente e a
obesidade dobrou na população adulta feminina e está quatro vezes maior na
população masculina adulta, se comparados com dados da década de 1970″ ,
explica pesquisador
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