![]() |
| Superior Tribunal Federal, com sede em Brasília. |
Na próxima quarta (20), STF analisa 2 processos com 'repercussão geral'.
Levantamento
realizado pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) mostra que mais de 425 mil processos
judiciais estão parados em 14 tribunais do país à espera de decisões da Suprema
Corte. Os dados foram atualizados em janeiro deste ano e fazem parte das
estatísticas sobre ações que tiveram repercussão geral reconhecida.
Quando um
tema alvo de muitos questionamentos judiciais chega ao Supremo, a Corte pode
definir que há repercussão geral, ou seja, que a decisão tomada pelo plenário
deve ser seguida nas instâncias inferiores. Com isso, os processos sobre o
assunto ficam sobrestados (paralisados) até que o STF decida.
Na próxima
quarta-feira (20), o Supremo volta a analisar processos com repercussão geral e
que influenciam a vida de milhares de brasileiros. Durante todo o segundo
semestre de 2012, o tribunal esteve dedicado ao processo do mensalão, que terminou com
25 condenados.
Estão na
pauta da próxima quarta processo que pede a validade da revisão da
aposentadoria e outro que definirá de quem é a competência para julgar
processos sobre previdência privada.
Segundo o
ministro Marco Aurélio Mello, a definição de processos desse tipo é uma
preocupação para o tribunal.
"Nos
preocupamos muito com isso porque processos versando sobre a mesma matéria nos
tribunais do país estão sobrestados, e as partes aguardando decisão do
Supremo", destacou Marco Aurélio.
Dos
425.199 processos parados nos 14 tribunais conforme a última atualização do
Supremo, cerca de 500 se referem à revisão de aposentadoria.
Em um
recurso que será julgado, uma mulher pediu o direito de mudar a data de início
do benefício, uma vez que isso aumentaria o valor de seu vencimento. Ela
esperou para se aposentar com mais idade, em 1980, e percebeu que a
aposentadoria foi menor do que se tivesse pedido antes, em 1979, quando já
havia atingido os requisitos mínimos para pleitear o benefício. Ela pede ainda
o direito a receber a diferença nos mais de 30 anos que se passaram.
Ao
analisar o caso, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) afirmou que
não há previsão legal para revisar a aposentadoria sem que haja irregularidade
na concessão. A aposentada disse que a decisão fere o artigo 5º da
Constituição, que estabelece que "a lei não prejudicará o direito
adquirido".
O processo
foi discutido pelo plenário do Supremo em fevereiro do ano passado, mas a
decisão acabou sendo adiada por um pedido de vista (mais tempo para analisar o
processo) do ministro Dias Toffoli.
O
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) argumentou que, caso o Supremo
conceda o pedido, isso poderá aumentar ainda mais o déficit nas contas da
Previdência Social.
Na
ocasião, a ministra relatora do processo, Ellen Gracie, chegou a conceder o
direito da revisão, mas negou o pagamento retroativo. Como Ellen Gracie já
votou, a ministra Rosa Weber, que entrou no lugar dela, não votará sobre o
tema, segundo a assessoria do Supremo.
Outras 9,7
mil ações paralisadas nos tribunais abordam a competência de tribunais sobre a
previdência privada. Nesta semana, o Supremo pode julgar um recurso da Fundação
Petrobras de Seguridade Social (Petros) que questiona a competência do Tribunal
Superior

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!