Moradores reclamam do perigo
ao enterrar parentes
Os moradores do distrito de Rocha Leão, localizado no início da serra de
Rio das Ostras às margens da rodovia BR 101, reclamam e reivindicam um novo
cemitério municipal principalmente pelo perigo de enterrar e visitar as
sepulturas de seus entes queridos naquele local.
A localidade de Rocha Leão conhecida como pacata área rural, pela
tranquilidade e suas belas paisagens, conta com um cemitério centenário
localizado por completo fora do bairro, exatamente do outro lado da rodovia federal
BR 101 que corta o Estado do Rio de norte a sul e que na região de
Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras e Macaé, o volume diário médio de
tráfego é de 12 mil veículos. Esta rodovia é conhecida popularmente de “Rodovia
da Morte” pelos acidentes que acontecem diariamente nessa estrada.
No cemitério centenário de Rocha Leão se encontram sepultados pessoas
importantes da região, como Henrique Sarzedas, que
recebia os visitantes ilustres, que veio em 1901, aos 8 anos de idade,
acompanhando o pai que fixou residência em Rocha Leão. E também raízes de
Casimiro de Abreu, como João Mota, Guilherme Nogueira, entre outros.
O filho do ilustre Henrique Sarzedas, Dom Helio Sarzedas,
foi um atuante vereador por Casimiro de Abreu (2 mandatos quando Rio das Ostras
era distrito de Casimiro) e 3 mandatos já por Rio das Ostras emancipado. O ex-vereador
Helio Sarzedas na época do seu terceiro mandato encaminhou no plenário da
câmara diversas solicitações para a construção de um novo cemitério no distrito
que não tenha a necessidade de atravessara a rodovia BR 101. O ex-vereador
deixou a política há mais de 10 anos sem sua solicitação ser contemplada pela
prefeitura.
O seu sucessor na vereança riostrense Orlando Ferreira Neto,
conhecido como Neco, também já encaminhou e reiterou em diversas oportunidades o
pedido do novo cemitério, mas ainda não foi contemplado. Cabe ressaltar que o
vereador Neco é do mesmo partido e líder do governo Carlos Augusto, comprovando
mais uma vez que a vontade política de fazer acontecer está nas mãos do
prefeito.
Os moradores e vereadores já solicitaram a prefeitura para que tome
providencias de fazer um novo cemitério na proximidade do bairro que atenda a
necessidade de seus habitantes e que não tenham que atravessar a “Rodovia da
Morte” para enterrar ou visitar os túmulos de seus entes queridos. A população
não sabe mais a quem recorrer para que seus anseios sejam contemplados e há
relatos de que já ouve atropelamento próximo do cemitério.
De acordo com um morador, para fazer um enterro no cemitério municipal
de Rocha Leão, os parentes do falecido devem solicitar à Policia Federal ou
Militar que interrompam o trânsito da rodovia para fazer o enterro do falecido.
“Já enterrei meu colega nesse cemitério. É muito perigoso. Sem parar o
trânsito da estrada, ninguém atravessa a rodovia com segurança. Às vezes a
policia ajuda. Isso quando a patrulha está por aqui, porque às vezes some daqui
e vai para Rio das Ostras, enquanto isso ficamos sem segurança”, desabafa o
lavrador Roberto Martins.
Além do pedido do novo cemitério, os moradores de Rocha Leão reclamam do
descaso da prefeitura com o distrito e pedem mais atenção com as praças,
prédios públicos, segurança, saúde, entre outros. “Nos 7 anos de governo de
Carlos Augusto não foi feito nada, “quem sabe o prefeito se sensibilize e faça
alguma coisa por aqui, mesmo se aproveitando das eleições”, disse outro morador
sem se identificar.
.jpg)
.jpg)
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!