Ator Joel Barcellos continua no CTI de hospital de Rio das Ostras | Rio das Ostras Jornal

Ator Joel Barcellos continua no CTI de hospital de Rio das Ostras


O ator quase se afogou na praia da Boca da Barra e depois sofreu um AVC.
Segundo hospital, o estado de saúde do ator e roteirista é estável.

O ator e reoteirista Joel Barcellos, 76 anos, que na última terça-feira (11) quase se afogou na praia da Boca da Barra, próxima ao canal de Rio das Ostras, Baixada Litorânea do Rio, sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e está internado no hospital municipal. Segundo informações do último boletim médico, divulgado às 9h45 desta segunda-feira (17), ele continua internado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) e seu estado de saúde é estável.

Joel Dias Barcellos, mais conhecido como Joel Barcellos, nasceu em Vitória, no Espírito Santo, em 27 de novembro de 1936. Com três anos mudou-se para o Rio de Janeiro e há anos mora na cidade de Rio das Ostras.

Em 1947, Joel estudou agronomia e ao mesmo tempo fez o Teatro Rural dos Estudantes. Ele estreou no cinema em 1955 com o filme "Trabalhou Bem, Genival". Em alguns filmes, o ator foi creditado como Joel Martins, mas ele nunca soube explicar o motivo. A estréia profissional de Joel Barcellos aconteceu no Teatro de Arena, com a peça "Eles Não Usam Black-Tie".

O ator dedicou sua carreira quase que integralmente ao cinema, participando de momentos importantes como "Cinco Vezes Favela" (1962), Os Fuzis" (1964), de Ruy Guerra e "A Falecida" (1965). Atuou, também, em "O Desafio" (1965), de Paulo César Saraceni; "A Falecida" (1965), de Leon Hirszman, "A Grande Cidade" (1965), de Carlos Diegues; "Jardim de Guerra" (1968), de Neville D'Almeida, pelo qual recebeu o prêmio de melhor ator no º Festival de Brasília, "Agonia" (1978), de Júlio Bressane, "O Rei dos Milagres" (1971), de Glauber Rocha, "Paraíso no Inferno" (1977), "Trópico" (1968), do italiano Gianni Amico, "Memória de Helena" (1969), de David Neves; "Coração a Mil" (1981); "Rio Babilônia" (1982), de Neville D'Almeida, "Olhos de Vampa" (1996), "O Homem Nu" (1997), de Hugo Carvana; "Minha Casa em Copacabana", (Mitt hem är Copacabana / 1965), filme rodado no Brasil pelo sueco Arne Sucksdorff, e "França Société Anonyme" (1973), de Alain Corneau.
Mesmo não gostando de televisão, ele aceitou convite para participar da telenovela "Estúpido Cupido", de Mário Prata, mas não agüentou o ritmo das gravações. Só aceitou novo convite para a televisão em 1993, desta vez para o remake que a TV Globo fez de "Mulheres de Areia", de Ivani Ribeiro. Depois disso, fez, ainda, Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados (1995); "Memorial de Maria Moura" (1994).

Seu trabalho mais recente foi no longa “Casimiro de Abreu” (2007), de Paulo Cesar Saraceni e Mário Carneiro, em que interpreta o poeta.
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