Artistas se
apresentam em palco na frente da Câmara de Vereadores.
Governador Cabral chegou ao ato acompanhado de político e artistas.
Cerca de
200 mil pessoas participam do ato dos royalties, na noite desta segunda-feira
(26), no Centro do Rio de Janeiro. O balanço foi divulgado pela Polícia
Militar, às 18h. Para reforçar a segurança na Avenida Rio Branco, onde acontece
o protesto, a corporação colocou 340 homens na região.
A
manifestação chamada de "Veta, Dilma" é contra o projeto de lei
2.565, que prevê a redistribuição dos royalties do petróleo. A estimativa é que
se for sancionada, a lei fará com que o estado do Rio perca, já em 2013, R$3,4
bilhões em receita com royalties e participações especiais na exploração de
petróleo. Até 2020, a
estimativa é que a perda acumulada chegue a R$ 77 bilhões.
Tumulto e
spray de pimenta
Por volta
das 16h30, o governador Sérgio Cabral chegou à passeata, acompanhado da atriz
Fernanda Montenegro, do governador do Espirito Santo, Renato Casagrande, e do
prefeito do Rio, Eduardo Paes. Assim que as autoridades chegaram houve um
tumulto com um grupo de manifestantes, que são contrários à demolição do
Maracanã e do Museu do Índio, na Zona Norte.
Os
manifestantes quiseram falar com Cabral, mas foram impedidos pela segurança do
governador. Houve confusão e policiais militares usaram spray de pimenta para
dispersar o grupo.
Shows de
funk e samba
Ao lado do governador Sergio Cabral e de outros políticos, a cantora Alcione cantou o Hino Nacional, no palco montado em frente à Câmara de Vereadores, na Cinelândia.
A artista
foi a primeira a se apresentar na manifestação, por volta das 17h50. Segundo os
organizadores, o evento terá os shows de Xuxa, dos funkeiros Naldo, Buchecha,
Mc Koringa, além do cantor Belo e dos grupos Fundo de Quintal, Molejo, Bom
gosto e Monobloco.
Manifesto
em Defesa do Rio
A cantora Fernanda Abreu subiu ao palco para ler o Manifesto em Defesa do Rio. O texto pede para a presidente Dilma vetar o projeto. O documento afirma que "o projeto que redistribui os royalties viola o pacto federativo e cria uma guerra sem vencedores".
O manifesto
destacou que o "Rio atualmente vive um momento singular de desenvolvimento
econômico após décadas de estagnação (...), sem os recursos dos royalties,
projetos importantes ficarão comprometidos", diz o texto.
Cara-pintada
e bandeiras
Desde o início da tarde, manifestantes com o rosto pintado de azul e branco, as cores da bandeira do Rio de Janeiro, lotam a Avenida Rio Branco. Muitos dos participantes vieram de cidades da Baixada Fluminense e do interior do estado, principalmente de Campos dos Goytacazes, Macaé e Quissamã, cidades que recebem grande parcela dos royalties.
O trem e o
metrô ofereceram bilhetes, entre 13h e 15h, para os manifestantes. O retorno
também será de graça nos trens da SuperVIa, na estação Central do Brasil, das
20h às 22h.

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