Previsão de
cientistas é que nível do mar suba 1,1 m até o ano 3.000.
Maior parte do gelo derretido deve ser proveniente da Groenlândia.
Estudo
publicado nesta terça-feira (2) no jornal científico “Environmental Research
Letters” afirma que as atuais emissões de gases causadores do efeito estufa já
poderão provocar um aumento irreversível da temperatura, que fará o nível do
mar subir por milhares de anos.
De acordo
com a investigação científica conduzida por um grupo de pesquisadores europeus,
os gases liberados até agora na atmosfera por atividades humanas será responsável
pela elevação do mar em 1,1
metro até o ano 3.000.
Entretanto, para os pesquisadores os danos podem ser ainda piores se o cenário atual de emissões (chamado de A2) prosseguir nos próximos anos. De acordo com especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), se nada for feito para mudar o ritmo de poluição e lançamento de gases impactantes, poderá ocorrer um aumento de temperatura entre2 °C e 5,4° C até 2100 e a
elevação do mar em 6,8
metros nos próximos mil anos.
Entretanto, para os pesquisadores os danos podem ser ainda piores se o cenário atual de emissões (chamado de A2) prosseguir nos próximos anos. De acordo com especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), se nada for feito para mudar o ritmo de poluição e lançamento de gases impactantes, poderá ocorrer um aumento de temperatura entre
Toda ação
tem uma reação
Segundo o professor Philippe Huybrechts, um dos autores do estudo, a atual inércia da sociedade vai impactar a longo prazo as camadas de gelo e o nível do mar. Em todos os cenários pesquisados – alguns com aumento de temperatura maior, outros com um aquecimento em menor magnitude – o gelo derretido na Groenlândia será responsável por mais da metade da subida do nível do mar.
O artigo
diz ainda que é preciso limitar a concentração de gases causadores do efeito
estufa rapidamente, já que é a única opção realista para mitigar o impacto da
mudança do clima. “Quanto menor o aquecimento, menos grave será a consequência
para o planeta”, conclui o professor.

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