TRE recebe em média, por dia, 30 denúncias de irregularidades eleitorais | Rio das Ostras Jornal

TRE recebe em média, por dia, 30 denúncias de irregularidades eleitorais


Maioria das ligações e mensagens é sobre placas, adesivos e cavaletes colocados em locais proibidos.

Há 95 dias em funcionamento, o dique-denúncia do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebeu até a última quinta-feira (6), cerca de três mil ligações e mensagens relatando irregularidades no processo eleitoral, ou seja, um média de 30 denúncias por dia. A maioria delas, quase 60% se refere a candidatos fazendo propaganda irregular, nas casas de shows, comitês e nas ruas. 

"As irregularidades mais comuns são placas, cartazes e faixas em locais proibidos, como árvores, postes, vias públicas, vias de rolamento, na praia, em área comum do público", explica o chefe do cartório da 109ª Zona Eleitoral, Willian Dias. 

Segundo ele, dependendo da infração, a multa pode variar de R$ 5 mil a R$ 25 mil. "A pessoa que mantém uma placa irregular ou em local proibido em sua residência também pode ser multada. A legislação eleitoral não permite placas com dimensão maior que quatro metros quadrados e nem a colocação da propaganda em muros, por exemplo", detalhou. 

Só em Macaé mais de 3 mil itens foram apreendidos pelos seis fiscais do Cartório da Justiça Eleitoral. No início desta semana, os fiscais, policiais militares e juízes das zonas eleitorais  apreenderam diversos materiais de propaganda, entre eles 20 metros de pedras de calcetamento que serviam para segurar placas em toda lateral. 

Os postos de gasolina também serão fiscalizados. Comum em períodos eleitorais, a distribuição de vales-gasolina ainda é uma das formas de corrupção existente entre os candidatos. Buscando diminuir esses casos, a Justiça Eleitoral pretende aumentar a fiscalização, ainda este mês.

Na semana passada o juiz eleitoral da 109ª Zona Eleitoral, Dr. Felipe Carvalho Gonçalves firmou uma parceria para inserir a Polícia Militar na apuração de crimes eleitorais em Macaé. A partir de agora, compra de votos, placas irregulares, carros de som acima do volume permitido ou em área restrita também serão fiscalizados pela PM. O objetivo, segundo o judiciário, é garantir maior segurança. 

Autor: Cristian Kupfer
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