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| Complexo esportivo ocupará cerca de 33% da área total do Parque Municipal de Petrópolis. |
Conselhos municipais já aprovaram projeto apresentado pelo município.
Várias entidades e associações não concordam com utilização de parque.
O projeto de construção do Complexo Esportivo de Itaipava, no Parque Municipal de Petrópolis, continua causando divergências entre o governo e entidades civis organizadas. Apesar da aprovação em vários conselhos municipais, algumas entidades não concordam com a utilização do parque para a implantação do complexo.
"Alguns clubes da cidade estão abandonados, com uma área grande ociosa. Esta seria uma boa hora para ajudá-los e resgatar a cultura destes clubes tradicionais. Vejo também uma corrida contra o tempo por parte da secretaria. Mas precisamos analisar o projeto com paciência e discussões", afirmou Luiz Amaral, presidente da Apea (Associação Petropolitana de Engenheiros e Arquitetos).
O presidente da Câmara de Vereadores de Petrópolis, Paulo Igor, garante que não vai colocar o projeto em votação sem consulta popular e pede ainda que estudos de impacto ambiental e de trânsito também sejam realizados. "Ele (o projeto) envolve a utilização de uma área pública, e, portanto, precisa ser amplamente discutido com a sociedade. É preciso que fique claro como isso será feito, para que o acesso da população não seja prejudicado posteriormente. É preciso que estudos de impacto sejam feitos, pois o trânsito naquela região já é bastante complicado. A questão ambiental também não pode ser esquecida", disse Paulo Igor, por meio da assessoria de imprensa.
O secretário de esportes, Carlos Alberto Lancetta, defende a construção do complexo e afirma que o espaço não deixará de ser público e que toda a população será beneficiada: “Vamos garantir o acesso de toda comunidade às instalações. Não podemos deixar passar esse cometa que vai passar pelo Rio de Janeiro. O gancho são os Jogos Olimpícos e o esporte de alto rendimento. Inicialmente, o espaço será utilizado para aclimatação dos atletas que disputarão as Olimpíadas, mas o legado é para toda população. Vamos garantir o acesso de toda comunidade às instalações".
O projeto está orçado em cerca de R$ 50 milhões e prevê a construção de parque aquático, pista de atletismo com campo de futebol, uma arena poliesportiva com capacidade para 7 mil pessoas, um prédio para alojamento exclusivo dos atletas com 25 quartos duplos e estacionamento para 400 veículos. Tudo isso em um espaço total de 43 mil m², o que corresponde à 33% da área total do Parque Municipal. As atividades atuais do local não serão prejudicadas com a construção do complexo. Vamos utilizar apenas uma área subutilizada do parque. Sem dúvidas, estamos diante do maior projeto esportivo da história de Petrópolis", garante Lancetta.
O secretário espera entregar o documento final à Câmara de Vereadores até fevereiro de 2013. Lancetta espera que a construção do complexo dure entre 18 a 24 meses e seja entregue até o fim de 2015, para que o espaço seja utilizado para aclimatação de atletas que disputarão os Jogos Olímpicos Rio 2016.
Petrópolis já tem cinco locais de aclimatação credenciados

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