No Norte Fluminense do estado do Rio é comum olhar para os lados e
ver cada vez mais casas e prédios. Com a extração do petróleo, o cenário da
região mudou nis últimos 35 anos. Apesar das mudanças, muitas coisas também
foram preservadas. O Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, por exemplo,
está cada vez mais vivo.
O Parque Nacional da Restiga de Jurubatiba é tão grande quanto a
diversidade que representa. Passa por dentro de três cidades, sendo que a maior
parte fica no município de Quissamã. Só de praias, são 44 Km . No Brasil, é a maior
área preservada de restinga. O parque foi criado há 14 anos. Mas os estudos
mostram que a formação dessa paisagem aconteceu de 50 mil a 500 mil anos. Com o
avanço e o recuso do mar sobre o continente, pequenas faixas de areia foram
ficando no meio do caminho e onde havia mais matéria orgânica, as plantas cresceram.
A água doce virou lagoa e a mata atlântica foi se aproximando na direção
contrária. Assim nasceu a restinga, fruto da união da floresta com o mar. O
casamento deu certo, mas um descuido pode colocar tudo a perder.
Nessa redoma, que exige cuidados, cresceu muita delicadeza. São mais
de 600 espécies de plantas catalogadas. Na fauna, só de mamíferos, mais de 60
exemplares e de vez em quando, mais uma surpresa entra para a lista.
Recentemente, foi descoberto um roedor, batizado de ratinho-goytacá.
Mais do que um santuário ecológico, o Parque Macional de Jurubatiba
é um verdadeiro laboratório ao ar livre. Por isso, é uma das unidades de
conservação mais estudadas do Brasil. Atualmente, são 20 pesquisas em andamento. Uma
delas pode trazer a cura para o câncer de mama e o remédio viria da espécie
clúsia ou abaneiro. Essa planta vem sendo usada em testes por pesquisadores da
Universidade Federal Fluminense.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!